Microsoft não deixa mais Cortana usar o Google para fazer buscas

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A Microsoft quer ter certeza de que seus usuários no Windows 10 farão uso dos seus produtos em detrimento da concorrência. A partir de uma atualização liberada nesta sexta-feira, 29, a assistente virtual Cortana não pode mais usar o Google para realizar pesquisas.

A única opção do usuário a partir de agora é consultar o próprio buscador da Microsoft, o Bing. Além disso, os links abertos por essa pesquisa serão direcionados automaticamente ao navegador Edge, sem permitir que o usuário configure a assistente virtual para abrir em seu navegador padrão, seja ele o Google Chrome ou o Firefox.

Segundo a empresa, trata-se de uma maneira de otimizar as pesquisas da assistente virtual. A Microsoft afirma que Cortana foi feita para realizar pesquisas no Bing e precisa do Edge para executar certas funções. Alterando o motor de buscas e o navegador, a experiência de usar a assistente pode ser prejudicada.

É importante destacar que a mudança afeta apenas a barra de pesquisas da Cortana no canto inferior esquerdo na barra de tarefas do Windows 10. O usuário ainda pode mudar o mecanismo de busca padrão e o navegador, usando Google, Chrome, Firefox ou o que quiser. Curiosamente, a novidade foi inserida na versão final do sistema sem antes passar pelo programa de testes Windows Insider.

http://goo.gl/gZX9wo

Mark Zuckerberg prevê computadores mais perceptivos que humanos em 10 anos

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Ontem, Mark Zuckerberg falou sobre como as tecnologias de inteligência artificial utilizada nos produtos da empresa podem impactar o futuro. O CEO do Facebook acredita que, graças a elas “É possível chegar a um ponto nos próximos cinco a dez anos em que teremos sistemas de computação que são melhores que pessoas” em atividades como “visão, audição, linguagem e outras coisas centrais que fazemos”.

A declaração de Zuckerberg veio em meio a uma reunião de atendimento a investidores para discutir os resultados da empresa no último trimestre. Ao ser questionado sobre como as técnicas de aprendizagem de máquina que rodam os robôs do Messenger podem se manifestar no futuro, o CEO da rede social respondeu que “nosso principal foco em inteligência artificial é criar serviços de computadores que tenham percepção melhor que a de pessoas”.

Inteligência artificial

Zuckerberg tomou o cuidado de ressaltar, contudo, que há uma diferença entre ser melhor em determinadas percepções e simplesmente ser melhor. “Isso não significa que os computadores estarão pensando ou serão melhor em geral”, disse.

Num exemplo citado pelo The Verge, embora seja possível criar um computador que derrote seres humanos em Go, esse mesmo computador não seria capaz de parar no meio de uma partida para compor um poema sobre seu estilo de jogo. E esse computador, mesmo sendo muito bom em Go, não conseguiria aprender a jogar damas sem receber muita ajuda de seres humanos – mesmo que damas sejam um jogo mais simples.

Segundo Yan Lecun, o diretor de pesquisa em inteligência artifical do Facebook, o principal obstáculo que existe entre as tecnologias atuais e robôs tão inteligentes quanto humanos é “aprendizado sem supervisão”. Essa questão se refere à capacidade de aprender diversas tarefas diferentes, de maneira autônoma, num ambiente sem supervisão.

“Precisamos resolver o problema do aprendizado sem supervisão antes de que possamos até mesmo pensar em chegar em verdadeira inteligência artificial. E esse é apenas um obstáculo do qual já sabemos. E todos os obstáculos que ainda não conhecemos?”, disse Lecun.

Impacto social

Embora a “verdadeira inteligência artificial” ainda esteja distante, robôs capazes de enxergar, ouvir e conversar melhor que humanos já serão capazes de causar um profundo impacto na sociedade. O aspecto mais preocupante dessa mudança é que eles poderão acabar com diversos empregos que dependem de tais habilidades, especialmente empregos mais repetitivos e manuais – que em geral já são ocupados por pessoas das camadas menos privilegiadas das sociedades.

Com relação a possíveis soluções para o impacto social dessas transformações, uma das ideias discutidas no Vale do Silício é a Renda Universal Básica. Essa medida garantiria a todos os cidadãos uma renda suficiente para lhe garantir condições mínimas de sobrevivência e dignidade humana. Outra necessidade seria a adaptação dos sistemas educacionais para focar nas tarefas cognitivas complexas que os computadores ainda estão longe de conseguir realizar – por enquanto.

http://goo.gl/B4WVPJ

China cria robô-segurança que pode eletrocutar pessoas em caso de tumulto

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Os pesquisadores da Universidade de Defesa Nacional da China tiveram uma ideia que não tem como dar errado: um robô chamado AnBot, criado para manter a segurança. O “robocop” é descrito como o primeiro segurança inteligente do país, que conta com um botão de emergência, navegação autônoma e câmeras, que permitem que ele aja sozinho em muitos casos.

O mais interessante (e assustador) do robô, no entanto, é o fato de que ele também tem um sistema de controle de tumultos, que permite eletrocutar indivíduos que não cumpram as ordens do robô. Exato: desobedeça a máquina e receba um disparo de taser no peito.

O robô pesa 77 kg e mede cerca de 1,5 metro e consegue se manter operando por oito horas com apenas uma recarga. Todos os sensores foram criados para replicar o funcionamento do cérebro humano, e dos olhos e ouvidos também, com a análise de vídeo permitindo entender o que acontece nos entornos, possibilitando a movimentação e a realização de ações de forma autônoma.

O AnBot se locomove em velocidade máxima próximas dos 18 km/h, o que significa que o robô é capaz de manter o ritmo de uma pessoa que esteja correndo. No entanto, a velocidade de locomoção normal é próxima de 1 km/h.

O robô chamou a atenção da internet que comentou não apenas sobre o perigo de uma proposta do tipo, mas também, como é de praxe, fez comentários sarcásticos. Até mesmo Edward Snowden comentou ironicamente que “com certeza isso vai acabar bem”. As comparações com os Daleks, os vilões do seriado “Doctor Who”, também foram inevitáveis.

http://goo.gl/FqNUDp

 

IBGE libera ferramenta online que mostra quantas pessoas têm o seu nome

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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) lançou uma ferramenta chamada Nomes do Brasil que permite aos usuários pesquisarem a popularidade de seus nomes. Para criar o serviço de pesquisa, o instituto se baseou no censo de 2010, feito com 200 milhões de brasileiros.

O site, que conta com um banco de dados de 130 mil nomes, mostra quantas pessoas estão registradas com determinado nome e mostra também a lista dos nomes mais populares. Para homens, o nome mais comum é José, enquanto para mulheres, a liderança com folga vai para Maria.

Outro dado interessante apresentado pelo site é a popularidade por década de nascimento. Por exemplo: é possível notar um pico claríssimo de registros do nome Romário nos anos 1990, quando o jogador se destacou na campanha do tetracampeonato mundial de futebol em 1994. Então é possível descobrir quando o seu nome se tornou popular, e quando ele deixou de ser tão comum.

Você pode fazer a sua pesquisa neste site, mas antes cabe uma observação: a busca costuma ser um pouco lenta, então pode ser que você precise ter paciência para obter seu resultado. Também há outro adendo: o IBGE não conta acentos nos nomes, então Antônio e Antonio são calculados da mesma forma, por exemplo.

http://goo.gl/ZECy6u

Cidade instala semáforo no chão para ‘zumbis digitais’

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Hoje em dia, as pessoas não querem ficar desconectadas em nenhum momento; tanto que muitas acabam usando o celular enquanto caminham pela rua. Para evitar que os “zumbis digitais” sofram acidentes, a cidade alemã de Augsburgo instalou semáforos e sinais de trânsito no chão.

As mudanças no transito da cidade foram tomadas, após dois casos de pedestres que estavam olhando para o smartphone serem atropelados por bondes. Além disso, no mês passado, uma jovem de 15 anos morreu em Munique após ser atingida por um trem enquanto atravessava os trilhos distraída com o celular.

Segundo um porta-voz da prefeitura, a administração local percebeu que a sinalização de trânsito tradicional não estava mais no campo de visão dos pedestres de hoje em dia. Por isso, foram instaladas luzes no chão, na beirada das pistas e nos cruzamentos.

Uma pesquisa realizada em diversas cidades europeias revela que 20% dos pedestres são considerados zumbis digitais. Já nos Estados Unidos, pesquisa semelhante apontou que 1 em cada 3 pessoas andam pelas ruas enquanto se distraem com redes sociais.

http://goo.gl/INvfps

Empresa cria ‘câmera voadora’ capaz de seguir usuários

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A startup Zero Zero Robotics está desenvolvendo um drone portátil capaz de seguir usuários e que pode ser controlado por meio de um aplicativo de smartphone. Chamado de Hover Câmera, o drone consegue flutuar no ar na posição em que é largado, e pode ser usado para tirar selfies.

O drone pesa apenas 238 gramas (o que dispensa a necessidade de ser registrado pelas autoridades de regulação de vôo) e pode ser dobrado para ficar do tamanho aproximado de uma fita cassete. Ele possui uma câmera frontal capaz de tirar fotos de 13MP e gravar vídeos em resolução 4K. As hélices do dispositivo ficam dentro de grades de fibra de carbono, de maneira que ele pode ser facilmente segurado.

O drone também possui uma câmera de 3MP virada para baixo, que o auxilia a estabilizar seu vôo para oferecer imagens mais estáveis. Além disso, sua câmera também utiliza estabilização eletrônica de imagem (EIS, na sigla em inglês) para compensar eventuais tremidas do drone. O vídeo abaixo mostra o Hover câmera em ação:

O drone também utiliza algoritmos criados pela própria empresa para reconhecer os rostos e os corpos de pessoas captadas por sua câmera. Com esse recurso, ele é capaz de “seguir” uma pessoa, gravando-a continuamente e mantendo o enquadramento, sem que qualquer interação do usuário seja necessária.

Caso o usuário deseje, também é possível controlar o Hover Camera por meio de um aplicativo de smartphone. O dispositivo utiliza um processador Snapdragon 801 com quatro núcleos de 2,3GHz para realizar todas as tarefas de computação necessárias, e consegue aproveitar o vento gerado pelas hélices para se refrigerar. Ele ainda possui 32GB de memória para armazenar as imagens.

De acordo com o Engadget, a Zero Zero Robotics pretende lançar o drone no terceiro trimestre de 2016. Embora a empresa ainda não tenha estabelecido um preço para o dispositivo, eles pretendem manter o valor inferior a US$ 600 (R$ 2.117 na cotação atual).

http://goo.gl/mcJWBH

Entenda o que pode mudar com planos de franquia de dados

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Um dos assuntos mais discutidos na última semana nas redes sociais foi a possibilidade de as operadoras de telecomunicações começarem a oferecer pacotes de internet fixa com limite de dados.

Hoje em dia, quem utiliza internet no celular (3G e 4G) já têm o hábito de controlar o uso da rede, e costuma receber avisos das operadoras sobre o consumo de sua franquia. Mas, na internet fixa, geralmente não há esse controle.

Apesar de não ser proibido pela regulamentação do setor, tradicionalmente, as empresas vendem apenas o acesso à rede a uma determinada velocidade, sem estabelecer uma franquia de dados. Com isso, o usuário pode trafegar como desejar e não tem um limite de consumo.

Desde o início do ano, no entanto, algumas operadoras que oferecem internet fixa vêm anunciando que podem adotar o sistema de franquia para a comercialização dos novos planos de banda larga fixa.

Ou seja, em vez de ter a internet contratada apenas pela velocidade de navegação, poderá haver também um limite para o uso de dados. Quando essa franquia acabar, o acesso à internet poderá ser cortado, ou a velocidade reduzida, como acontece na internet móvel.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) entende que as empresas podem estabelecer limites para a navegação, mas proibiu ontem (22) as operadoras de oferecer planos com franquia, por tempo indeterminado, até que a questão seja analisada “com base nas manifestações recebidas pelo órgão”.

O ministro das Comunicações, André Figueiredo, defendeu a coexistência de planos de franquia limitada e ilimitada e também o respeito aos contratos vigentes.

Operadoras

Entre as principais empresas que oferecem o serviço de internet fixa, a NET é a única que informa que já adota planos com franquia mensal de consumo de dados, desde o lançamento do serviço.

Quando a franquia é ultrapassada, a velocidade de acesso é reduzida e retomada no primeiro dia do mês seguinte. Segundo a empresa, apenas clientes com utilização muito diferente da média ultrapassam as franquias estabelecidas.

A Vivo diz que ainda não há data definida para adotar o sistema de franquia, mas garante que, antes de elas serem aplicadas, o cliente terá ferramentas para medir seu consumo mensal.

Os tamanhos e preços dos pacotes de uso de banda larga fixa da operadora ainda não foram definidos.

“Quando e se vier a implantar o modelo de franquia para banda larga fixa, a Vivo fará uma ampla campanha de esclarecimento, em diversos meios de comunicação”, disse a empresa.

A operadora vai continuar oferecendo a opção de planos ilimitados, ao lado de opções com franquias, de acordo com o perfil de consumo do internauta.

A TIM diz que não comercializa planos com franquia mensal de dados limitada e não prevê mudanças nas ofertas atuais.

A Oi também garante que atualmente não pratica redução de velocidade ou interrupção da navegação após o fim da franquia de dados de seus clientes de banda larga fixa “embora o regulamento de ofertas preveja a possibilidade.”

A Sky informou que não pratica franquia mensal de dados ou bloqueio do serviço após o consumo, ainda que o regulamento do setor preveja essa possibilidade.

Entidades de defesa do consumidor e outras organizações da sociedade civil são contra a prática de oferecer pacotes com franquia de dados.

Uma petição online no site da Avaaz contra o limite na franquia de dados da banda larga fixa já alcançou 1,6 milhão de assinaturas e a página do Movimento Internet Sem Limites já tem mais de 460 mil seguidores em sua página do Facebook.

Uma petição online da Proteste Associação de Consumidores contra o limite de uso de dados de internet dos serviços de banda larga fixa já colheu mais de 150 mil assinaturas.

http://goo.gl/Bm1pGo

Como a ‘Anatel americana’ combate o limite de dados na internet dos EUA

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Enquanto os consumidores brasileiros criticam o limite de dados na internet fixa – movimento iniciado pela Vivo e que pode começar a restringir o acesso de muitas pessoas à rede a partir de 2017 -, os norte-americanos enfrentam problemas parecidos. Por lá, franquias em conexões ADSL são muito comuns, e também muito odiadas.

Segundo o The Wall Street Journal, reclamações com relação à oferta de internet fixa nos EUA cresceram impressionantes 815% entre o primeiro e o segundo semestres de 2015. Por lá, o limite de dados é imposto por todas as grandes operadoras de telecomunicações – um mercado quase que monopolizado por um punhado de empresas, especialmente a Comcast e a AT&T.

Rodger Rice, um senhor de 51 anos entrevistado pelo WSJ, é um exemplo de como isso afeta o hábito de consumo dos clientes. Ele diz que usa serviços de streaming diariamente, como Netflix e Amazon, até que sua operadora o envia uma mensagem de texto informando de que o fim da franquia está próximo. A partir daí, ele passa o restante do mês apenas com TV por assinatura.

“Eu nem teria assinatura de TV a cabo em casa se não fosse por esse limite de dados”, disse Rodger à reportagem do WSJ. “A Comcast me pegou pela garganta”. De acordo com T. C. Sottek, em seu artigo para o site americano The Verge, fazer com que os consumidores sofram com franquias de internet “faz parte do plano” de operadoras como a Comcast.

“A grande figura ainda é essa: apenas algumas poucas grandes empresas controlam tanto as linhas fixas quanto móveis de internet [nos EUA] das quais todo mundo depende. Elas querem extrair o máximo de dinheiro possível dessas redes enquanto lidam com a mínima concorrência possível”, escreveu o jornalista.

Olhando para o cenário norte-americano, é fácil fazer uma comparação com a realidade brasileira e prever como os hábitos dos usuários daqui podem ser afetados a longo prazo. A nossa Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu proibir, por tempo indeterminado, que as operadoras limitem o acesso dos clientes à internet. Mas a postura do órgão, responsável por regular o mercado de telefonia, TV e internet no Brasil, não foi assim desde o começo.

Em 2014, a cúpula da Anatel já previa que limites de dados na internet fixa seriam “inevitáveis”, e até semanas atrás a agência fazia questão de defender o lado das provedoras nesta questão. O argumento era de que o volume de tráfego tem crescido muito, desproporcionalmente ao crescimento da infraestrutura, e que se os limites não fossem impostos, as companhias não teriam como suprir a demanda dos usuários.

Mas como essa questão é resolvida nos EUA? Por lá, o equivalente à Anatel é um órgão do governo chamado Comissão Federal de Comunicações – ou FCC, na sigla em inglês. A agência, porém, não tem os mesmos poderes que a Anatel tem no Brasil e não pode impedir sumariamente que as operadoras pratiquem cortes de acesso à internet com base num modelo de cobrança por franquias.

No início de abril, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (espécie de Câmara dos Deputados americana) aprovou uma proposta que proíbe a FCC de regular os valores cobrados pelas operadoras em seus planos de internet. Por um lado, defensores da nova lei dizem que o livre mercado permitirá que as próprias companhias reduzam preços em busca de atrair os clientes da concorrência; por outro, os críticos dizem que a FCC não terá mais como defender o consumidor diante de práticas abusivas.

O presidente da FCC, Tom Wheeler, afirma que tirar poderes da FCC cria um grande obstáculo na busca pela sonhada “neutralidade de rede”. Esse princípio, garantido pela lei brasileira na forma do Marco Civil da Internet, diz que nenhuma provedora pode oferecer pacotes de internet com discriminação de conteúdo. Em outras palavras, uma operadora não pode oferecer um plano que permita apenas acesso ao Facebook e não ao YouTube, por exemplo, de modo que, para acessar ambos, você tenha que pagar mais.

Enquanto o Congresso americano luta para garantir liberdade às operadoras, a FCC usa as armas que tem à disposição para defender os consumidores. Uma dessas armas são acordos paralelos com as empresas, que procuram a aprovação da agência toda vez que buscam realizar fusões ou compras de outras companhias menores.

É o caso da recente operação que fez com que a Time Warner Cable, uma das maiores operadoras de TV e internet dos EUA, fosse adquirida por outra gigante, a Charter. A fusão foi aprovada na última segunda-feira, 25, mas não sem que as empresas aceitassem acatar algumas exigências feitas pela FCC.

A principal delas diz respeito, justamente, ao limite na internet. Por sete anos, a Charter está proibida de impor franquias de dados aos seus 24 milhões de clientes (já somando os da Time Warner). Acordos semelhantes foram feitos pela FCC em outras ocasiões, como na fusão entre a Comcast e a NBC Universal, em 2013. Na época, a empresa foi proibida de aplicar limites nos novos clientes até 2018.

Segundo o The New York Times, esses acordos são feitos há pelo menos uma década. Parte do mercado condena a postura da FCC, dizendo que o órgão “negocia apoio a operadoras em certos procedimentos para ganhar o suporte delas em outros”. No caso da fusão entre Charter e Time Warner, a agência preferiu aceitar que um número menor de empresas monopolize o mercado em troca de alguns anos de neutralidade na rede para uma parte dos usuários.

É claro que a legislação americana é bem diferente da brasileira, assim como a oferta de internet por lá é feita em termos muito diferentes dos daqui, como nós já mostramos. Mas com essas movimentações, é possível estabelecer um curioso paralelo entre a forma como os EUA enfrentam questões como o limite de dados na rede fixa e a forma como o Brasil faz o mesmo.

http://goo.gl/cRADqF

Falha de segurança no Windows permite acesso de hackers

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Uma falha de segurança recentemente descoberta está colocando em risco os usuários do Windows 7 e posteriores, mesmo os computadores que contarem com o AppLocker, que permite apenas a execução de aplicativos confiáveis estão seguros.

A falha permite que hackers acessem a máquina e através de um arquivo hospedado ou script para executar qualquer aplicativo do sistema. Além disso, o método não precisa de liberação do administrador para fazer as alterações.

O problema foi identificado por Casey Smith, que postou a descoberta da falha em um blog e publicou noGitHub arquivos que provam a executabilidade do golpe. As ferramentas Regsvr32.exe e Regsvr64.exe seriam as responsáveis por permitirem os acessos. A Microsoft deve lançar um patch corrigindo a falha, mas os usuários também podem desativar as ferramentas usando o Firewall do Windows.

http://goo.gl/2CrCU5

 

Rumor: Google abrirá incubadora pra projetos de funcionários

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Um rumor surgido nesta semana indica que o Google está preparando um novo projeto, chamado de “Área 120”, que será uma espécie de incubadora de startups da gigante de tecnologia, uma medida para manter os talentos na empresa.

Segundo fontes, o projeto será dirigido por Don Harison e Bradley Horowitz e contará com ideias de equipes de dentro do Google. Se a ideia for aceita, o grupo trabalhará em tempo integral no desenvolvimento do produto, podendo solicitar ajuda financeira ou criar uma empresa separada, na qual o Google possa investir.

O nome “Área 120” é uma homenagem ao método de distribuição de tempo dos funcionários do Google. A empresa pede que eles gastem 20% do horário de trabalho em projetos que os interessam realmente. Serviços como o Gmail e o Google AdSense vieram dessa prática.

Ainda segundo rumores, a área será fisicamente separada do campus do Google em Montain View, ocupando um dos escritórios de São Francisco, nos Estados Unidos.

A Área 120 ficará abaixo do Google, e não da Alphabet.

http://goo.gl/QbxvDJ