Facebook cria esquema para aumentar quantidade de propagandas em vídeo

Ciente de que não são todos os seus usuários que contam com internet boa, o Facebook criou um jeito de fazer com que até pessoas com conexão lenta vejam publicidade em vídeo na rede social. A novidade se chama Slideshow e, como sugere seu nome, ela transforma uma série de imagens em uma apresentação com cara de vídeo.

É possível colocar entre três e sete imagens no anúncio, que pode ficar com algo de cinco a 15 segundos. O Facebook diz que uma apresentação de 15 segundos no Slideshow é cinco vezes menor que um arquivo em vídeo com a mesma duração.

Além da economia com banda, o novo formato é mais barato, porque não exige custos com produção de vídeo. Isso permite que pequenos empresários também tirem proveito de um esquema de visualização mais interativo.

O recurso estará disponível dentro das próximas semanas.

Sigilo da Apple pode prejudicar Inteligência Artificial, dizem especialistas

Enquanto muitas empresas de tecnologia trabalham para desenvolver sistemas capazes de superar a inteligência dos seres humanos, divulgando seus resultados e trabalhando em conjunto, a Apple parece querer manter segredo sobre suas pesquisas na área. “A Apple está fora da escala em termos de sigilo”, explica Richard Zemel, professor no departamento de ciência da computação na Universidade de Toronto, no Canadá.

De acordo o professor, o mistério é tanto que, quando contratados, os profissionais são aconselhados a não anunciar os novos empregos em redes sociais como o LinkedIn e o Twitter. Taylor conta ainda que é comum que uma equipe da Apple não saiba o que a outra está fazendo, para evitar possíveis vazamentos. Fontes internas afirmam até que, ao sair de suas salas, os profissionais têm que trancar as portas.

As medidas, pensadas para manter a segurança do projeto, podem acabar prejudicando a companhia.”Eu acredito que se eles não mudarem de atitude, eles vão ficar para trás”, declara Yoshua Bengio, professor de ciência da computação da Universidade de Toronto.

Vagas 

Mesmo em segredo, parece que a empresa está investindo pesado na área. Atualmente há 42 vagas em aberto que mencionam inteligência artificial e 120 que incluem as palavras “aprendizado de máquina”.

Google criará “anel de internet” com balões no hemisfério sul

O Google pretende usar os balões do Project Loon para criar um “anel de internet” no Hemisfério Sul da Terra, passando pela Indonésia e Sri Lanka, com transmissões de dados iniciando-se no começo do ano que vem. A informação é da BBC.

Ontem, a empresa anunciou em seu blog uma parceria com três operadoras da Indonésia – Telkomsel, Axiata e Indosat – que terão acesso à infraestrutura do Project Loon. Segundo o Google, os balões podem oferecer conexões com velocidades de cerca de 10Mbps.

A empresa pretende começar a operar com os balões na Indonésia e Sri Lanka até o fim de março de 2016. Ao longo do ano, o Google pretende expandir a área de cobertura do Project Loon até formar um anel que dê a volta no hemisfério sul. Segundo Mike Cassidy, vice-presidente do projeto, isso exigiria cerca de 300 balões.

Internet voadora

Os balões de superpressão ficam a uma altura de cerca de 20 quilômetros de altitude. Eles contém transmissores e receptores de dados, além de GPS e software que lhes permite permanecer na posição correta. Eles possuem também painéis solares por meio dos quais geram energia para operar.

A tecnologia por trás dos balões foi desenvolvida inicialmente pela força aérea dos Estados Unidos na década de 1950. O conceito de “superpressão” envolve tentar manter o volume dos balões relativamente estável apesar das variações de temperatura.

Balões tradicionais, que expandem e contraem por conta das variações de temperatura, acaba m ficando no ar por menos tempo. Além disso, os balões de superpressão são mais eficientes em se manter a uma determinada altitude.

Melhorias

Desde sua concepção, o Project Loon já melhorou bastante. De acordo com Cassidy, os balões inicialmente ficavam apenas de 5 a 10 dias no ar, mas agora chegam a ficar até 187 dias. O lançamento, que demorava uma hora e envolvia 14 pessoas, atualmente pode ser realizado em quinze minutos por duas ou três pessoas e um guindaste automatizado.

De acordo com o Google, os balões são uma alternativa mais eficiente à instalação de cabos de fibra óptica ou a construção de antenas de telefonia móvel por todas as 17 mil ilhas da Indonésia, que contém florestas densas e montanhas. Da população de 255 milhões do país, mais de 100 milhões ainda não têm acesso à internet, segundo a empresa.

China construirá maior acelerador de partículas do mundo até 2025

A China pretende construir o maior acelerador de partículas do mundo entre os anos de 2020 e 2025 com o objetivo de permitir que os cientistas conheçam melhor o funcionamento do Universo. Wang Yifang, diretor do Instituto de Física e Altas Energias da Academia de Ciências da China afirmou ao China Daily que a sua concepção deverá estar finalizada antes mesmo de 2016.

Se o projeto der certo, ele deverá ter o dobro do tamanho do Grande Colisor de Hadróns (LHC) do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), que fica localizado na fronteira da França com a Suíça. O LHC, que possui 27km de circunferência, permitiu a confirmação da existência do Bóson de Higgs (particula elementar que é considerada chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares), em 2012.

Yifang explica que uma das diferenças entre o LHC e o futuro colisor chinês é que “o LHC gera Bósons de Higgs junto a inúmeras outras partículas, mas no futuro colisor chinês o ambiente criado será extremamente puro, que produzirá apenas Bósons de Higgs”.

Ele também afirma que o lugar em que o acelerador de partículas estará localizado pode gerar até sete vezes mais energia que o CERN, o que fará com que a potência dele seja até duas vezes maior que a do LHC.

 

Google criará “anel de internet” com balões no hemisfério sul

O Google pretende usar os balões do Project Loon para criar um “anel de internet” no Hemisfério Sul da Terra, passando pela Indonésia e Sri Lanka, com transmissões de dados iniciando-se no começo do ano que vem. A informação é da BBC.

Ontem, a empresa anunciou em seu blog uma parceria com três operadoras da Indonésia – Telkomsel, Axiata e Indosat – que terão acesso à infraestrutura do Project Loon. Segundo o Google, os balões podem oferecer conexões com velocidades de cerca de 10Mbps.

A empresa pretende começar a operar com os balões na Indonésia e Sri Lanka até o fim de março de 2016. Ao longo do ano, o Google pretende expandir a área de cobertura do Project Loon até formar um anel que dê a volta no hemisfério sul. Segundo Mike Cassidy, vice-presidente do projeto, isso exigiria cerca de 300 balões.

Internet voadora

Os balões de superpressão ficam a uma altura de cerca de 20 quilômetros de altitude. Eles contém transmissores e receptores de dados, além de GPS e software que lhes permite permanecer na posição correta. Eles possuem também painéis solares por meio dos quais geram energia para operar.

A tecnologia por trás dos balões foi desenvolvida inicialmente pela força aérea dos Estados Unidos na década de 1950. O conceito de “superpressão” envolve tentar manter o volume dos balões relativamente estável apesar das variações de temperatura.

Balões tradicionais, que expandem e contraem por conta das variações de temperatura, acabam ficando no ar por menos tempo. Além disso, os balões de superpressão são mais eficientes em se manter a uma determinada altitude.

Melhorias

Desde sua concepção, o Project Loon já melhorou bastante. De acordo com Cassidy, os balões inicialmente ficavam apenas de 5 a 10 dias no ar, mas agora chegam a ficar até 187 dias. O lançamento, que demorava uma hora e envolvia 14 pessoas, atualmente pode ser realizado em quinze minutos por duas ou três pessoas e um guindaste automatizado.

De acordo com o Google, os balões são uma alternativa mais eficiente à instalação de cabos de fibra óptica ou a construção de antenas de telefonia móvel por todas as 17 mil ilhas da Indonésia, que contém florestas densas e montanhas. Da população de 255 milhões do país, mais de 100 milhões ainda não têm acesso à internet, segundo a empresa.

Maioria dos usuários é contra a regulamentação do WhatsApp

A maioria dos usuários de telefones celulares é contra a regulamentação do aplicativo de mensagens  WhatsApp e o consequente recolhimento de impostos, segundo uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) ao instituto MDA.

Segundo a sondagem, dentro de um universo de 92,9 por cento de entrevistados que responderam possuir telefone celular, 84,9 por cento se disseram contrários à regulamentação do serviço e à cobrança de impostos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira.

Apenas 6,4 por cento se posicionaram favoráveis, enquanto 8,7 por cento não souberam responder.

Ainda neste universo dos que têm celular, 60,6 por cento usam o aplicativo, enquanto 39,2 não o utilizam.

Para a pesquisa, o instituto ouviu 2.002 pessoas entre os dias 20 e 24 de outubro.

Em agosto, a Reuters publicou que operadoras de telecomunicações no Brasil pretendiam entregar a autoridades do país relatório econômico e jurídico contra o funcionamento do WhatsApp, controlado pelo Facebook.

Também em agosto, o presidente da TIM, Rodrigo Abreu, defendeu igualdade de condições de competição entre os serviços de voz oferecidos pelas operadoras e aplicativos, enquanto o presidente da Telefônica Brasil, Amos Genish, comparou o aplicativo da rede social a um serviço “pirata”, conforme declarações publicadas pela imprensa.

Facebook tenta transformar Messenger no seu número telefônico

O Facebook anunciou mais uma mudança importante no Messenger. A empresa está mudando o modo como lida com mensagens de pessoas desconhecidas, permitindo que o aplicativo opere, na prática, como um número telefônico.

Como funciona hoje? Se uma pessoa não tem vínculos com você na rede social e decide mandar uma mensagem, ela deve cair na caixa “Outros”. Essa caixa costuma ficar escondida e a maior parte das mensagens que caem ali acabam esquecidas, impedindo a comunicação que poderia ser útil.

Como vai funcionar? Quando alguém sem conexões com você no Facebook optar por falar com você pelo serviço de mensagens, você receberá uma notificação para saber se gostaria de aceitar aquela mensagem e se quer responder. É basicamente como uma chamada telefônica: você vê quem está ligando e decide se quer atender, mas com texto.

O usuário pode ler o que foi enviado e ignorar, bloquear o remetente e a pessoa não vai saber que a outra viu o conteúdo da mensagem. O desconhecido (se realmente for desconhecido) só perceberá alguma atividade se o destinatário optar por responder, criando, em teoria, uma forma de interação segura.

Segundo David Marcus, vice-presidente do Facebook, essa brecha não deve dar espaço para spam, porque a empresa continuará combatendo a prática de disseminação de mensagens indesejadas pelo Messenger.

 

Internet pela rede elétrica: o que falta para essa ideia decolar?

Durante a Futurecom 2015, a HomePlug demonstrou uma série de produtos que permitem usar a rede elétrica da sua casa para expandir a sua rede de internet. A ideia é simples: você conecta um adaptador HomePlug a uma tomada perto do seu roteador, liga seu roteador a ela via cabo de rede e pronto, sua rede elétrica passa a transmitir dados. Com outro adaptador, você pode levar internet à casa toda.

Para Nelson Ito, Gerente de Negócios com Provedores da TP-Link, o Brasil é um mercado promissor para a tecnologia. Um dos motivos, surpreendentemente, é a construção civil do país. A maioria das casas e prédios brasileiros são feitos com alvenaria ou cimento, materiais densos que dificultam a transmissão de sinal WiFi entre cômodos. Na Europa, o maior mercado da HomePlug, as casas são assim também.

No entanto, por mais promissora que a tecnologia seja, ela ainda enfrenta alguns desafios para chegar ao nosso mercado. Veja, a seguir, o que ainda falta para que a tecnologia de internet pela rede elétrica decole no país.

Custo

Infelizmente, o preço ainda é um desafio no país. Segundo Ito, o preço dos adaptadores HomePlug flutuam conforme o dólar, que tem atingido valores surpreendentemente altos nos últimos meses. E, se ele continuar a subir, os preços dos produtos podem subir junto. A solução já é mais cara do que o uso de repetidores WiFi e, por mais que seja mais confiável, um aumento no preço poderia dificultar ainda mais a sua inserção.

Tomadas

Surpreendentemente, as tomadas brasileiras também podem ser um empecilho para a penetração dos adaptadores HomePlug no mercado brasileiro. De acordo com Ito, os dispositivos da TP-Link precisam ser adaptados para as tomadas e para a rede elétrica multi-fases brasileira, o que acaba gerando custo também. Esse processo também leva tempo, o que pode atrasar a chegada da tecnologia aqui.

Infraestrutura

O HomePlug é uma tecnologia de rede voltada para a otimização da rede do usuário final. Mas se a rede já não chega ao usuário com força suficiente, os adaptadores de rede elétrica não serão vistos como um investimento justificável. Se os 
provedores ainda sofrem para cumprir as metas de qualidade de conectividade estabelecidas pela Anatel, os adaptadores podem não fazer muito sentido. Extensores de rede que oferecem de 200Mbps a 1Gbps de largura de banda simplesmente não fazem sentido se os usuários têm planos de 20Mbps, e recebem apenas cerca de 10Mbps, por exemplo.

Variedade

Por ser uma tecnologia relativamente nova, ainda existem poucos adaptadores HomePlug certificados no mercado brasileiro. A TP-Link, segundo Ito, tem dois adaptadores no mercado, e a D-Link também tem um. Por ora, no entanto, esse número ainda é muito menor do que o número de roteadores e repetidores WiFi disponíveis no mercado. Além de tornar menos acessíveis essas tecnologias, essa escassez 

Ruído

Segundo John Gloekler, Diretor de Comunicações da Broadcom, as casas brasileiras são um pouco semelhantes às casas indianas, no sentido de que todos os dispositivos eletrônicos costumam ficar na mesma região do domicílio. Para os adaptadores HomePlug, isso é um desafio: distância e fases de energia não afetam a performance dos adaptadores, mas interferência eletrônica afeta, e muito. Ter todos os dispositivos eletrônicos em uma mesma região faz com que haja muita interferência, o que prejudica a performance dos adaptadores e pode tornar preferível o uso de repetidores WiFi.

“Puxadinhos”

Os adaptadores HomePlug distribuem o sinal de internet pela rede elétrica das casas, e dependem de que haja uma conexão física entre as tomadas para levar a internet até lá. Isso significa que os famosos “puxadinhos”, que têm uma rede elétrica separada, não poderão se conectar à rede. Para casas e construções com redes elétricas fragmentadas ou separadas, esse tipo de tecnologia não é uma opção muito atraente. Segundo Gloekler, o WiFi é continua sendo uma solução melhor nesses casos.

Adaptação

A ideia de que internet pode ser distribuída pela rede elétrica ainda é bastante nova e, cá entre nós, meio estranha. Em um condomínio com muitos apartamentos, como saber se a minha internet, distribuída pela rede elétrica, não está vazando para o apartamento vizinho? Se os dados trafegam pela rede elétrica, eles estão realmente seguros? Essas questões ainda não estão tão claras, e possivelmente ainda levará algum tempo até que a ideia de que a mesma tomada possa transmitir dados e energia se torne “comum” para nós.

Google deixa serviço de busca com a Inteligência Artificial

Quando a empresa controladora da Google, a Alphabet Inc., informou lucros surpreendentes na semana passada, seus executivos não paravam de elogiar os investimentos que a companhia fez em aprendizagem automática e em inteligência artificial.

Para qualquer outra companhia, essa seria uma distração confusa em relação ao negócio principal. Na Google, essas duas tecnologias estão entrelaçadas. A inteligência artificial fica no extremo oposto da aprendizagem automática que implica a criação de software capaz de aprender sobre o mundo. A Google tem sido uma das maiores empresas patrocinadoras da IA e investiu pesado nela para vídeos, discursos, tradução e, recentemente, pesquisas.

Nos últimos meses, “uma grande parte” das milhares de perguntas que as pessoas digitam no motor de busca da companhia por segundo foram interpretadas por um sistema de inteligência artificial, apelidado de RankBrain, disse Greg Corrado, cientista sênior de pesquisa da empresa, que delineou pela primeira vez o papel da IA que está surgindo nas pesquisas.

O RankBrain utiliza inteligência artificial para integrar grandes quantidades de linguagem escrita a entidades matemáticas – chamadas vetores – que o computador é capaz de entender. Se o RankBrain vê uma palavra ou frase que ele desconhece, a máquina pode tentar adivinhar quais palavras ou frases poderiam ter um significado semelhante e filtrar os resultados, o que aumenta sua eficiência ao lidar com consultas nunca vistas anteriormente.

Perguntas únicas

O sistema ajuda a Google, com sede em Mountain View, na Califórnia, a lidar com os 15 por cento de perguntas que recebe por dia que são completamente novas para o sistema, disse ele. Por exemplo, ele está apto para lidar com perguntas ambíguas, como “Qual é o título do consumidor no nível mais alto da cadeia alimentar?”. E o uso que o RankBrain faz da IA significa que ele funciona de um modo distinto das outras tecnologias do motor de busca.

O RankBrain é uma das “centenas” de sinais que entram em um algoritmo que determina quais resultados aparecerão em uma página de busca e em que ordem, disse Corrado. Nos poucos meses desde que foi implementado, o RankBrain se tornou o terceiro sinal mais importante para conformar o resultado de cada consulta, disse ele.

A decisão de acrescentar o RankBrain à pesquisa é parte de uma campanha de IA que a Google vem empreendendo há cinco anos, pois a companhia quer incorporar essa tecnologia a todos os aspectos de seus negócios.

“A aprendizagem automática é um meio essencial e transformador em que estamos nos baseando para repensar tudo o que fazemos”, disse o CEO da Google, Sundar Pichai, na conferência de lucros da empresa, na semana passada.

Expectativa

Até agora, o RankBrain está fazendo jus às expectativas. Pediu-se que os engenheiros de pesquisa da Google, que se dedicam a criar os algoritmos que sustentam o software de busca, analisassem algumas páginas e adivinhassem qual tecnologia do motor de busca do Google teria a melhor classificação. Os seres humanos acertaram 70 por cento das vezes, mas o RankBrain obteve uma taxa de sucesso de 80 por cento.

Os usuários comuns da Google concordam. Em experimentos, a companhia descobriu que desativar esse recurso “seria tão prejudicial para os usuários quanto se esquecer de ativar metade das páginas do Wikipedia”, disse Corrado.

A decisão da Google de implementar IA nas pesquisas mostra que as companhias estão começando a confiar seus negócios mais valiosos a sistemas parcialmente controlados por máquinas inteligentes. A Facebook Inc. usa técnicas de IA para filtrar o feed de notícias que compõe a página inicial personalizada da rede social e a Microsoft Corp. está usando inteligência artificial para aumentar as capacidades de seu motor de pesquisa, Bing. A Microsoft não quis especificar se está usando uma abordagem semelhante à da Google.

“A pesquisa é a base do Google”, disse Corrado. “A aprendizagem automática não é simplesmente uma poção mágica que você despeja em um problema e ele se resolve. Foram necessários muitos estudos e cuidado para construir algo que realmente achamos que valia a pena fazer”.

 

5 novas tecnologias que podem revolucionar o mundo em breve

O mundo está mudando rapidamente, e todos os anos novas tecnologias são apresentadas ao mercado e às nossas vidas. Muitas parecem ousadas demais, um tanto estranhas e verdadeiramente inovadoras – o fato é que é difícil acompanhar tudo o que é criado, já que avanços são feitos em diferentes áreas, que vão da medicina à agricultura.

Determinadas tecnologias são capazes de realmente transformar as nossas vidas, impactando milhões de pessoas e modificando o modo como nos relacionamos em sociedade. Hoje, vamos falar aqui no TecMundo sobre algumas dessas invenções e avanços que podem revolucionar o mundo que conhecemos muito em breve. Então, vamos lá:

1 – Impressoras 3D

 

As impressoras 3D estão longe de se tornarem extremamente populares, porém as projeções para esse campo são enormes, sem falar das múltiplas aplicações que elas oferecem. Os preços já estão diminuindo, e impressoras que antes custavam US$ 30 mil já podem ser encontradas por US$ 3 mil – modelos mais rápidos, baratos e eficientes que estão em desenvolvimento.

É um campo que cresce aproximadamente 35% todos os anos: em 2011, o valor de mercado das impressoras 3D estava cotado em US$ 1,7 bilhão e pode atingir US$ 6,5 bilhões em 2019. De acordo com James Ross, gerente sênior da Alliance Bemstein, o modo tradicional de produção será diretamente afetado e, por exemplo, não precisaríamos de tantas fábricas na China. Próteses médicas, acessórios variados, peças mecânicas – inúmeros itens podem ser feitos por essas máquinas e com igual qualidade.

2 – Edição dos genes humanos

 

Existem várias doenças resultantes de problemas genéticos, predisposições que carregamos conosco desde que nascemos. Graças ao melhor entendimento do genoma humano e das mutações genéticas, médicos e cientistas já podem detectar sinais de Alzheimer e outras doenças com antecedência. E se nós pudéssemos modificar esses genes ou identificá-los muito mais cedo para lutarmos contra o declínio mental de um indivíduo?

Esses estudos têm ganhado bastante destaque nos últimos anos, crescendo continuamente. Com o avanço tecnológico desse campo, poderemos tratar dezenas de doenças que possuem raízes no genoma humano. Várias empresas de biotecnologia já receberam fundos para pesquisar possíveis tratamentos, como a Bluebird Bio e a Juno Therapeutics, que já ganharam US$ 116 e US$ 120 milhões respectivamente.

A capacidade de editar ou substituir genes específicos depende de vírus modificados, como o vírus adenoassociado (AAV), que pode entrar no organismo de alguém e substituir os genes defeituosos por bons. Outro método consiste em remover algumas células, tratá-las com um vírus modificado, e, depois, recolocá-las no corpo de um paciente. Por exemplo, a diabetes do tipo I pode ser totalmente evitada. Esses métodos podem se mostrar um tanto caros, porém à medida que mais empresas investem os preços tendem a baixar.

3 – Estoque e produção de energia solar

 

Há tempos sabemos que novas fontes de energia precisam ser criadas e aperfeiçoadas conforme a população mundial cresce e a demanda aumenta. Os painéis solares fotovoltaicos já estão presentes em muitos países, porém eles não a nossa fonte primordial de energia – não funcionam no período noturno e não podem estocar energia.

A maioria dos painéis solares só atinge 44% de eficiência e muitos nem ficam próximos desse número. Muito deve ser aperfeiçoado para o boom dos painéis solares realmente ocorrer, algo previsto para 2025. De acordo com o cientista David Mills, a energia solar tem potencial para competir diretamente com os combustíveis fósseis em um futuro muito próximo.

Além disso, o preço dos painéis tem diminuído drasticamente, o que contribui para a popularização. Segundo Mills, os painéis solares podem realmente mudar o modo como o mundo consome energia. Em breve será possível que um proprietário comum compre os seus próprios equipamentos e os instale, tornando-se completamente independente de energia.

4 – Um processo mais barato de dessalinização

 

Países do Oriente Médio já utilizam as tecnologias de dessalinização há muitos anos, transformando água do mar em água doce. Em um mundo dominado por oceanos, é no mínimo irônico que nós enfrentemos um futuro seco e que a água seja tão escassa em muitas regiões.

Apesar de a dessalinização já existir, é um processo extremamente caro, bancado principalmente por países ricos, como Israel e Emirados Árabes (alguns países africanos, por exemplo, não têm condições de custear tais valores). Contudo, esse quadro está mudando e pode transformar o mundo em um futuro breve.

Quando a água salgada é convertida em água doce, o material restante é jogado fora. No entanto, além de estar cheio de sal, também existem muitos tipos de metais que podem ser extraídos desse resíduo em vez de desperdiçá-los. Se fosse possível coletar os minerais durante o ato de dessalinização, os custos do procedimento se tornariam muito menores, já que teríamos um novo produto no final do processo.

5 – A internet das coisas

 

O conceito da internet das coisas diz que passaremos por um tipo de revolução tecnológica que une computação e comunicação, dependente dos sensores wireless e da nanotecnologia. É esperado que até 2025 os carros, as casas e vários tipos de aparelhos estejam diretamente conectados, de modo popular, em inúmeros países – até 2022, estima-se que mais de 50 bilhões de objetos se liguem à internet desse modo (de acordo com a Intel).

Quando tudo estiver conectado, imagina-se que teremos um grande avanço no campo de inteligência artificial e robótica – e os robôs se tornarão muito mais possíveis. Os objetos se ligarão de modo sensorial e inteligente, trazendo todos os benefícios da informação integrada.