Lenovo lança notebooks com tecnologia de reconhecimento facial

A Lenovo lançou notebooks capazes de realizar reconhecimento facial e serem controlados por gestos manuais. Eles também contam com tecnologia que permite a digitalização de objetos para impressão 3D.

Os modelos Z51 (com tela de 15 polegadas) e Z41 (com tela de 14 polegadas) virão com uma câmera de 3 lentes que conseguem medir a profundidade e atender aos gestos dos usuários. Já o recurso de reconhecimento facial será feito através de uma câmera adicional chamada RealSense, que custará US$ 100.

Os dois modelos de laptop apresentam processador Inter i7, 16 GB de RAM, tela full HD e até um 1TB para armazenamento. Os aparelhos custarão a partir de US$ 500. A marca também anunciou um novo dispositivo, o ideapad 100, que é um laptop para funções básicas como utilizar a internet e criar conteúdo.
Os novos modelos da Lenovo devem chegar às lojas nos Estados Unidos em junho deste ano.

20 anos de internet brasileira: 10 coisas que não deixam saudade

Já são 20 anos de internet comercial no Brasil, completados neste mês de maio. De lá para cá, muita coisa mudou; algumas destas mudanças deixaram saudades, mas uma boa parte não fizeram falta a ninguém.

Abaixo estão as coisas que foram tarde e não deixam saudades:

– Fragilidade da internet discada
Você reclama da internet brasileira hoje? Você tem razão em fazer isso, mas as coisas já foram muito piores. Além do barulhinho para conectar (que é nostálgico, admitimos), as conexões via internet discada eram extremamente delicadas e poderiam cair a qualquer momento.

– Telefone ocupado
Tudo o que foi dito no item acima se soma ao fato de que a internet discada ocupava o telefone, e tirá-lo do gancho era uma ameaça à integridade da internet.

– Esperar até meia-noite
O advento da internet no Brasil criou uma geração de corujões, acostumados a passar madrugadas acordados online. Isso porque muitos ficavam esperando a meia-noite para finalmente conectar-se pagando apenas um pulso telefônico, em vez de pagar por uma ligação longa e contínua normal. No sábado havia um refresco, com a regra do pulso único valendo a partir das 14h, e no domingo o dia era liberado, para alívio geral da nação.

– CDs de internet
Lembra quando você recebia CDs da AOL e UOL para conseguir entrar na internet? Havia gente que acumulava pilhas enormes com aqueles disquinhos, com o objetivo de se manter sempre online de forma gratuita para sempre, mas não tinha jeito.

– Internet contratada por tempo
Os CDs forneciam acesso limitado por tempo. Ou seja: você contratava, por exemplo, 300 minutos de internet, o que parece impensável e impraticável nos PCs modernos (embora aconteça algo parecido nos planos de internet móvel atualmente, com as franquias limitadíssimas em megabytes).

– Infinitos discadores instalados
Houve um momento na internet em que a febre foram os discadores gratuitos, que prometiam acesso grátis e o usuário só pagava o pulso telefônico. Foi aí que apareceram iG, NetGratuita, iTelefônica, iBest e tantos outros serviços similares. Claro que o usuário comum tinha todos eles instalados, ocupando espaço no HD e no desktop, fazendo o rodízio para o caso de a conexão com um deles falhar. E elas falhavam bastante.

– Buscadores pré-Google
Antes do boom do Google como buscador, várias empresas tentaram a sorte neste mercado, mas falharam por um motivo: o método arcaico de “catalogar” a internet. Antigamente, você precisava cadastrar seu site em serviços como o finado “Cadê?” para que alguém pudesse acha-lo em uma possível busca sobre um assunto relacionado. Não é preciso dizer que este método era bem pouco preciso, e a tecnologia do Google, com seu robô que vasculha as páginas da web automaticamente mudou a forma de pesquisar as coisas na internet.

– E-mail com espaço limitado
Lembra quando você precisava limpar frequentemente a sua caixa de entrada, ou não sobraria espaço para novas mensagens? Era muito comum serviços de e-mail que ofereceriam 2, 3, ou 5 megabytes de espaço para guardar a correspondência eletrônica. Já pensou se você precisasse resgatar uma mensagem importante e ela tivesse se perdido porque você foi obrigado a fazer uma limpa na sua caixa?

– Design dos sites
Nos anos 1990 e início dos anos 2000, não havia webdesign. Na verdade, até havia, mas era tudo muito rudimentar. Hoje, visitar sites da idade da pedra digital que ainda resistem, como o do filme Space Jam, pode ser divertido e engraçado como documentação histórica, mas viver na web inteira daquela forma era um pesadelo de usabilidade.

– Lentidão
É claro, a velocidade de 56 kbps é o que menos deixa saudades de todo este período. Baixar uma música levava horas, vídeos eram impensáveis, streaming era algo fora da realidade e tantas facilidades da internet moderna simplesmente eram incapazes de existir nos anos 1990 e início dos anos 2000. Só o fato de haver uma imagem no meio do texto poderia deixar o site mais pesado do que boa parte das conexões aguentava.

Golpe usa mensagem de voz no WhatsApp para roubar dados

A Karspersky Lab descobriu um novo golpe que utiliza o WhatsApp para roubar informações dos usuários. De acordo com a empresa, a vítima recebe por e-mail uma mensagem com o remetente “Web Whatsapp” e o título “[Nome de usuário] enviou uma mensagem de áudio (3284)”.
Ao abrir a mensagem, o usuário visualiza o logo do app e um player para escutar a mensagem de voz recebida. Na verdade, o e-mail se trata de um trojan bancário que é instalado no Windows caso clique no link.

A Karspersky alerta que não há recurso de mensagens de voz no WhatsApp Web e que não é preciso adicionar o endereço de e-mail nas etapas da instalação do aplicativo. A recomendação da empresa é deletar imediatamente mensagens de origem duvidosa.

Veja 6 dicas para digitar mais rápido no iPhone

Teclados para celular, infelizmente, ainda não chegaram ao patamar em que possam ser considerados tão intuitivos quanto os tradicionais físicos. Isso significa que muitas vezes alguns recursos bacanas que simplificam bastante a digitação ficam escondidos.

Abaixo estão algumas dicas que podem facilitar a digitação no teclado padrão do iPhone. A lista foi organizada originalmente pelo Business Insider e adaptada. Confira:

Inserir números e símbolos com apenas um toque:
Pressione a tecla “123” no teclado e deslize o dedo sem tirá-lo da tela até o número que deseja inserir. O mesmo vale para outros símbolos.

Ponto final mais rápido
Apenas pressione duas vezes a barra de espaço. Não há a necessidade de abrir de procurar o ponto na área de símbolos especiais.

Desfazer tudo
Se você escreveu algo de que se arrependeu e desistiu de enviar, você pode cancelar tudo o que você digitou chacoalhando rapidamente o iPhone. Apenas confirme quando uma janela pipocar na tela para ver o texto desaparecer.

Agilize a digitação de endereços da web
Quando você está no navegador Safari, segure o botão do ponto para obter uma lista de domínios (“.com”, “.net”, etc.) para nunca mais ter que digitá-los por inteiro novamente.

Crie atalhos com suas frases ou palavras mais comuns
Entre em Ajustes > Geral > Teclado > Atalhos. Pressione o botão “+” e crie um atalho para uma frase que você costuma usar. Por exemplo: você pode digitar apenas “tlmt” e a pessoa recebe a frase completa “Te ligo mais tarde”.

Usar o iPhone 6 Plus na horizontal
Quem tem o phablet da Apple pode usá-lo no modo paisagem e ganhar algumas teclas úteis a mais nas laterais do teclado, incluindo atalhos para recortar/copiar e colar; desfazer; colocar negrito, itálico ou sublinhado no texto, além de mais opções de pontuação à vista.

Conheça 7 aplicativos que prometem treinar seu cérebro

Já que passamos tanto tempo com smartphones, pode ser uma boa ideia buscar o desenvolvimento de algumas habilidades. Este é o objetivo dos aplicativos que “treinam seu cérebro”: oferecer joguinhos e atividades simples que podem ser realizadas em pouco tempo e que, segundo eles, acabam por nos tornar mais rápidos e criativos na hora de resolver problemas e realizar diversas tarefas ao mesmo tempo.

Cientificamente, o benefício desses jogos ainda não é comprovado. Embora alguns estudos indiquem que jogos digitais podem desenvolver algumas habilidades cognitivas específicas, outros pesquisadores contestam a validade desses estudos, seja porque eles utilizam metodologias pouco precisas (pedem para os participantes avaliar sua própria melhora, por exemplo), seja porque são realizados apenas com pequenos grupos de pessoas.

Além disso, outro artigo sugere também que, ainda que esses jogos permitam ao cérebro realizar melhor determinadas tarefas, essa melhora não “extravasa” para outras áreas da vida cotidiana. Em outras palavras, eles sugerem que fazer sudoku todo dia só te deixa melhor em sudoku.

Outros aplicativos pensam na saúde cerebral não apenas como uma série de habilidades a serem desenvolvidas, mas como um fator importante na felicidade das pessoas. Esses programas buscam melhorar a qualidade de vida dos usuários por meio de alguns exercícios simples e rápidos, e tem um caráter mais emocional que prático. Contudo, apesar de muitas resenhas positivas, os benefícios desses aplicativos também não são cientificamente comprovados.

Mas se por um lado os benefícios neurológicos desses aplicativos não são conclusivos, por outro eles não deixam de ser boas formas de passar o tempo. Selecionamos abaixo alguns dos melhores aplicativos para você, na melhor das hipóteses, se tornar mais inteligente (e, na pior delas, se distrair um pouco).

Lumosity (Android, iOS, Windows Phone; grátis)

O Lumosity talvez seja o mais famoso dos aplicativos que prometem treinar o seu cérebro. Segundo os desenvolvedores, ele tem como objetivo melhorar a memória e a atenção dos usuários, dentre outras funções cerebrais. Os jogos que ele oferece são criados por neurocientistas, e alguns deles são até mesmo usados em estudos como os citados acima. Na versão paga, você pode montar um treino personalizado com base nos estudos já realizados pelos criadores.

Elevate (Android, iOS, Windows Phone; grátis)

Os jogos do Elevate também são criados em aprceria com pesquisadores, e o aplicativo também oferece treinos personalizados de acordo com as habilidades que o usuário deseja desenvolver. Ele promete melhorar a concentração, memória, velocidade de processamento e habilidades matemáticas, além da capacidade de expressão dos jogadores (embora essa última só esteja disponível em inglês). Ele também possui uma versão paga que acrescenta mais funções.

Peak (Android, iOS; grátis)

O Peak oferece 15 joguinhos simples que, segundo os desenvolvedores, podem melhorar o foco, a memória, a agilidade mental e as capacidades de linguagem e de solução de problemas dos usuários ao serem jogados com regularidade. Você também pode montar uma agenda de treinos com as habilidades que deseja desenvolver, e o aplicativo oferece gráficos e tabelas que mostram como você melhorou ao longo do tempo. Também é possível jogar os joguinhos individualmente, fora do treino, e tentar superar a sua própria pontuação.

NeuroNation (Android, iOS; grátis)

Os jogos e exercícios do NeuroNation focam em três habilidades mentais específicas: memória, concentração e raciocínio lógico. Segundo os desenvolvedores, bastam 10 minutos de eercícios por dia para que os usuários desenvolvam essas habilidades. A página do aplicativo informa também que a eficácia dos exercícios do aplicativo foi comprovada por um estudo da Universidade Livre de Berlim.

Eidetic (Android, iOS, Windows Phone; grátis)

O Eidetic não promete desenvolver seu cérebro, mas uma habilidade neurológica muito específica: memória. Ele utiliza uma técnica chamada de repetição espaçada (que envolve mostrar ao usuário, em intervalos de tempo cada vez maiores, aquilo que ele deve memorizar) para desenvolver essa habilidade. Os jogos envolvem memorizar um número de telefone, por exemplo, ou reproduzir um determinado padrão de quadrados coloridos após olhar o modelo por apenas alguns segundos.

Happify (Android (beta), iOS; grátis)

Em vez de oferecer melhoras para determinadas faculdades mentais, o Happify promete tornar o usuário mais feliz por meio de joguinhos que ajudam a evitar maus pensamentos e a ver o lado positivo das coisas. para isso, o aplicativo oferece uma série de atividades breves, como “agradecimento”, “apreciar pequenas coisas” e “cena serena”. Na versão paga do aplicativo, é possível também escolher programas de treinamento específicos para ajudar a lidar melhor com situações estressantes, fortalecer a autoconfiança e superar pensamentos negativos.

Take a Break (Android, iOS; grátis)

A ideia do Take a Break é esvaziar sua mente para permitir que ela funcione. Ou, em outras palavras, ajudar a meditar. A versão gratuita do aplicativo oferece intervalos de meditação de 7 ou 13 minutos, com ou sem música, para ajudar a relaxar rapidamente. Na versão paga, chamada Simply Being (Android, R$ 4,03; iOS, US$ 1,99) é possível meditar por 5 a 20 minutos, com diversas opções de música, sons da natureza e vozes (em inglês) para ajudar a guiar sua atenção e concentração. As duas versões do aplicativo prometem aliviar stress e ansiedade, desenvolver paciência e ajudar pessoas com insônia.

Blogger Brasil, da Globo, deixará de existir em julho

O Blogger Brasil, que há muito tempo já era pouco utilizado, será oficialmente desativado no dia 1º de julho. O serviço de blogs era administrado pela Globo.com, e foi um dos pioneiros na popularização dos blogs no país.

No entanto, há uma confusão com o seu nome. Há dois Blogger: o que está saindo do ar é o da Globo.com, enquanto o Google é o dono da marca no resto do mundo, com endereços que terminam com “.blogspot.com”. O serviço do Google permanece funcionando, apenas o da Globo sai do ar.

A Pyra Labs lançou o Blogger em 1999, mas em 2002 licenciou a marca para outras empresas, como a Globo. No entanto, em 2003 a empresa foi comprada pelo Google, mas os direitos de uso da marca no Brasil foram mantidos com a companhia brasileira. Daí a diferença entre o Blogger internacional, do Google, e o Blogger Brasil, da Globo.

Quem ainda tiver conteúdo no Blogger Brasil precisa se apressar. A partir do dia 31 de maio, não será mais possível atualizar os blogs. Durante o mês de junho será possível fazer o backup de tudo que foi publicado. No dia 1º de julho, não haverá mais Blogger Brasil.

Aplicativos falsos do Minecraft miram usuários do Android

Pesquisadores da ESET descobriram mais de 30 aplicativos falsos do jogo Minecraft que estão disponíveis para download na Google Play. Segundo os especialistas, mais de 600 mil usuários já baixaram esses apps que podem infectar seus aparelhos com sites maliciosos.

Após receber a notificação desse problema, o Google comunicou que removeu o conteúdo malicioso de sua loja de aplicativos. Camillo Di Jorge, executivo da ESET, afirmou ser “espantosa” a velocidade de disseminação de ameaças e que nos últimos nove meses cerca de 3 milhões de usuários da Google Play baixaram aplicativos falsos, o que, segundo ele, revela uma vulnerabilidade do sistema.

A ameaça foi identificada como Android/FakeApp.AL e, quando baixado, assim como quase todos os falsos apps, modificam o nome do ícone do aplicativo e, ao clicar no jogo, a tela inteira fica coberta com banners de anúncios, sem que os usuários consigam fechá-la.

Facebook Messenger passa a identificar contatos

Se você já recebeu uma mensagem e ficou um bom tempo pensando “de onde eu conheço essa pessoa?” antes de responder, a nova atualização do Facebook Messenger pode te ajudar. A atualização traz uma série de características que têm como objetivo facilitar que os usuários se lembrem das pessoas com quem estão conversando.
Na nova versão, o aplicativo terá um “identificador de mensagens”. Novas conversas iniciadas mostrarão uma versão maior da foto do perfil da pessoa, e trarão uma breve descrição da sua amizade com a pessoa e informações básicas sobre ela (onde ela mora e o que faz).

A novidade foi anunciada em um post de David Marcus, vice presidente do serviço de mensagens da empresa, que a chamou de “identificador de chamadas para ligações”.

Trata-se da segunda função voltada para o reconhecimento de contatos lançada pelo Facebook em um mês. No dia 22 de abril, a empresa anunciou também o Hello, um aplicativo que substitui o discador do Android, fornece informações sobre quem está ligando e permite bloquear ligações de usuários indesejados.

“Perguntas de segurança não são tão seguras”, afirma Google

Uma pesquisa realizada pela equipe de segurança do Google aponta que as questões de segurança não são tão seguras quanto se pode imaginar. As perguntas, que tem como objetivo adicionar mais uma camada de segurança, podem acabar complicando a vida do usuário.

Durante o estudo, a equipe afirma que estudou centenas de milhões de questões segurança de usuários que tentaram recuperar suas contas e concluiu: “As perguntas secretas não são nem seguras nem confiáveis o suficiente para serem usadas como um mecanismo de recuperação de conta”. De acordo com o Google, as respostas são muito fáceis de lembrar (e, portanto, de adivinhar) ou muito difíceis de lembrar. Não parece haver um meio termo.

A pergunta mais comum encontrada pelos pesquisadores foi “Em que cidade você nasceu?”Com 10 palpites, a chance de acerto foi de 6,9%. Em um país com poucas grandes cidades, pode ser mais fácil ainda adivinhar. Outras perguntas, como ‘Qual a sua comida favorita?’, podem parecer mais difíceis de acertar, mas não são: quase 20% dos usuários americanos respondem ‘pizza’ para essa questão.

Pela lógica, se uma pergunta é fácil de adivinhar, o próximo passo é adicionar questões mais pessoais para manter a segurança do usuário. Mas as chances de o usuário também lembrar as respostas diminui. 40% das pessoas entrevistadas afirmaram que não se lembram das respostas dadas às perguntas no momento do cadastro da conta.

Os pesquisadores do Google sugerem que os sites usem outros métodos, como o envio de códigos por SMS para validar a ação e a adição de e-mails secundários para envio de uma página de redefinição de senha e utilizar as perguntas somente quando os outros métodos falharem.

No futuro pode ser possível desbloquear o smartphone com a mente

Cientistas descobriram que o cérebro pode ser usado para substituir sistemas de desbloqueio, o que significa que no futuro talvez seja possível acessar seu e-mail com o uso da mente em vez de senhas ou qualquer outro método.

Blair Armstrong, do Centro de Cognição, Cérebro e Linguagem de Basque, na Espanha, percebeu que os padrões criados pelas ondas cerebrais são únicos de cada pessoa. Por si só, essa não é uma constatação inédita, mas há uma novidade aqui: Armstrong conseguiu separar a análise ao focar nos resultados obtidos de ondas cerebrais presentes em apenas uma região do cérebro; até então, havia muita dificuldade em processar os resultados porque eles eram muito genéricos.

Por seis meses, ele mostrou siglas a 45 voluntários para que eles as lessem, ativando uma parte específica do cérebro. Com uma precisão de 94%, ficou comprovado que é possível usar o padrão da mente para identificar uma pessoa. Como explica a New Scientist, o experimento ativou a memória semântica dos voluntários, que é responsável por gravar o significado das palavras. Cada pessoa atribui uma coleção de significados única às palavras, o que pode ser usado para criar padrões individuais.

Em tese, uma pessoa seria capaz de desbloquear o smartphone apenas lendo mentalmente um conjunto de letras mostradas na tela, porque o aparelho conseguiria, a partir da leitura das ondas cerebrais, identificar seu usuário – o mesmo que ele faz hoje com as senhas ou a biometria. Tudo em tese, claro, até porque os testes foram feitos com eletrodos; seria necessário desenvolver uma tecnologia capaz de fazer essa leitura a distância.