11 grupos que estão na mira de hackers

Não são só os bancos e grandes empresas que podem sofrer ao terem dados confidenciais divulgados. Especialistas em segurança on-line listaram 11 grupos que correm mais risco de serem hackeados. Confira:

11. Times de esportes

O medo de que conversas internas se tornem públicas tem levado diversas equipes esportivas a investir na segurança na internet. Matt Little, vice-presidente de desenvolvimento de produto da PKWARE, empresa que vende tecnologia de criptografia para empresas, revela que times estão pagando para ter mais proteção. “Ninguém quer ser a próxima Sony”, afirma.

10. Bancos

Os bancos ainda são o maior alvo de hackers. Eles possuem enormes bancos de dados de dados de clientes, incluindo informações de cartão de crédito e endereços de e-mail. Então, se alguém vai ser hackeado, há uma grande chance de que seja um grande banco.

9. Celebridades

No ano passado, um hack no iCloud expôs centenas de fotos íntimas de celebridades como Kate Upton e Jennifer Lawrence. O serviço da Apple ainda é um alvo frequente de hackers. Em janeiro, um hacker afirmou que usou uma falha ‘dolorosamente óbvia’ no iCloud para adivinhar a senha de uma série de usuários.

8. Espionagens corporativas

Muitas empresas estão preocupadas que seus concorrentes estejam pagando hackers para tentar romper a sua segurança on-line em busca de segredos comerciais. Recentemente o diretor do FBI, James Comey advertiu que hackers chineses tiveram acesso a muitas empresas norte-americanas. “Há dois tipos de grandes empresas nos Estados Unidos: aquelas que já foram invadidas pelos chineses e aquelas que ainda não sabem que foram hackeadas”, afirmou. Comey declarou ainda que os hackers não estavam à procura de informações de cartão de crédito, mas em vez disso estavam em busca de segredos comerciais valiosos.

7. Veículos de notícias

Hackers são quase sempre à procura de algum tipo de informação. Especialistas de segurança estão preocupados com a relativa fraqueza de segurança de organizações de notícias. Em geral essas empresas não investem na segurança porque acreditam que são legalmente protegidas de espionagens.

6. Usuários do snapchat

Recentemente foi descoberta uma técnica apelidada de “The Snappening”, onde milhares de fotos enviadas por aplicativos como o Snapchat foram postadas na web. Supostamente, as imagens são excluídas depois do recebimento, mas as fotos que vazaram no ‘snappening’ foram armazenadas sem que os usuários soubessem. A criadora do app afirmou que localizou o hacker que estava por trás do método, mas que ele desapareceu logo depois.

5. Usinas de energia nuclear

Para um hacker que quer causar grandes danos não há lugar melhor do que uma usina de energia nuclear. Apesar de os sistemas de controles de usinas não serem conectados à internet, ainda é possível obter o software. Um estudo de uma universidade de Israel mostrou que é possível interagir com computadores não conectados à rede.

4. Empresas antigas

Não são apenas as empresas jovens com praticamente nenhuma experiência ou orçamento para segurança cibernética que são hackeadas. Um especialista explica que muitas vezes as antigas empresas que utilizam sistemas de TI há bastante tempo são mais vulneráveis. Se uma companhia utiliza os mesmos computadores por décadas, as chances são de que pelo menos um componente do seu sistema de TI esteja desatualizado é grande. Apesar disso, muitas grandes corporações ignoram a manutenção dos departamentos de TI e acabam expostas.

3. Jamie Oliver

O cozinheiro britânico Jamie Oliver já teve seu site hackeado três vezes. A página de Oliver estava recheada de malwares, capazes de infectar os computadores de quem acessava o site em busca de idéias de refeições. Um especialista em segurança declarou que a razão pela qual o site de Oliver seja hackeado repetidamente é que quem o executa não descobriu manter os hackers para fora, o que significa que o endereço pode voltar e espalhar malwares.

2. Carros

Com o aumento na complexidade dos sistemas de carros, cresce também o número de maneiras de invadi-los. Um dos pontos fracos dos carros modernos é a maneira como eles recebem atualizações de software: o sistema procura regularmente novas atualizações disponíveis, o que o torna vulnerável a estranhos. No entanto, esse processo de atualização também pode tornar os carros mais seguros, já que os fabricantes podem disponibilizar rapidamente correções para falhas de segurança recém-descobertas.

1. Mercado financeiro

Desde 1999 as negociações de alta-frequência (HTF) tornaram-se uma das maiores formas de negociação no mercado financeiro. O HTF é controlado por algoritmos que usam uma rede global de torres de microondas para enviar informações através do ar rapidamente.

Em 2013, hackers conseguiram inserir um software no sistema do HTF que atrasou a transferência de informações. Outra maneira de interromper o HFT é obter acesso às fontes de informação que os algoritmos usam para fazer negócios. No mesmo ano, a conta do Twitter da agência Associated Press foi invadida e hackers postaram um tweet que afirmava que o presidente Obama tinha sido ferido após duas explosões na Casa Branca. O sistemas HFT viu o tweet e imediatamente decidiu vender as ações da empresa, impactando o mercado.

O Facebook já dominou a internet. E agora?

O Facebook tem uma missão muito clara: conectar todas as pessoas do mundo. É a tecla em que bate Mark Zuckerberg todas as vezes em que ele se apresenta em um evento público. Agora, com mais de 1,4 bilhão de pessoas usando a plataforma, chegou a hora de se perguntar “Para onde vai o Facebook?”.

A cada três meses a rede social atualiza os números públicos referentes aos seus usuários ativos mensais, as pessoas que fazem login na página pelo menos uma vez por mês. E, apesar de vermos um crescimento contínuo, o fôlego parece estar diminuindo. Não à toa: só há mais 1 bilhão de pessoas online que ainda podem se tornar parte da base de usuários, e muitas delas provavelmente já tiveram a oportunidade e decidiram ficar de fora.

As estimativas mais recentes indicam que há cerca de 3 bilhões de internautas no mundo, dentre os quais estão 640 milhões de chineses, que não têm acesso ao site, banido no país.

Portanto, o Facebook precisa recorrer a outras alternativas para seguir crescendo. E isso ficou muito claro com as últimas atitudes tomadas pela companhia e apresentadas na F8.

Levar conexão aonde ela não existe
Parece ser o próximo foco de Mark Zuckerberg. O projeto se veste como uma fundação sem fins lucrativos que quer levar internet aos lugares mais pobres e afastados, onde não há infraestrutura, mas o Internet.org beneficia diretamente o Facebook.

Durante a F8, a empresa detalhou o Aquila, drone que já está em fase de testes e que será responsável por sobrevoar estas áreas distribuindo sinal de internet sem fio usando lasers. A aeronave não tripulada tem uma envergadura de mais de 30 metros, maior de que a de um Boeing 737. Ele pode voar por meses em altitudes de até 18 quilômetros, abastecido por painéis para captação de energia solar.

Com isso, o Facebook teria um novo grupo de pessoas conectadas que jamais teve contato com a rede social e que poderia ajudar a ampliar exponencialmente sua base de usuários, que passou a crescer em um ritmo pequeno. Claro que isso será revertido também em mais publicidade, o que gera mais receitas para a companhia

Tem um outro detalhe um pouco mais sinistro neste caso, porém. Sendo o fornecedor de internet para as regiões pobres, o Facebook poderia controlar diretamente o acesso à rede destas pessoas, efetivamente determinando o que elas podem e não podem ver. Nos países onde a Internet.org já está implantada, isso já está em vigor de certa forma: o acesso é grátis a determinados conteúdo de parceiros, normalmente apps educacionais, para busca de empregos, previsão do tempo e informações sobre saúde. Obviamente, o acesso à rede social também está garantido.

Rentabilizar e segurar ainda mais a base atual de usuários
Uma empresa gigante como Facebook não se mantém se suas receitas e seu lucro não continuarem crescendo. Nos últimos anos, a companhia tem feito um trabalho excelente de monetizar sua base gigantesca de usuários, mas se o seu crescimento está desacelerando, é preciso fazer cada uma destas pessoas render mais dinheiro.

Como alcançar isso? Fazendo com que as pessoas não tenham mais que sair do Facebook para nada. Efetivamente, a rede social quer englobar a internet toda.

O modo como a empresa quer fazer isso fica mais claro a cada dia que passa. A estratégia de vídeos do Facebook é simples: a rede social quer mais desse tipo de conteúdo e está disposta a impulsionar violentamente o alcance das páginas e pessoas que publicarem seus vídeos nativamente na rede.

Há alguns motivos para isso, dos quais destacamos dois:

Publicidade em vídeo vale muito mais do que um banner no canto da página ou uma imagem patrocinada no seu feed. Mesmo que você ainda não esteja vendo anúncios do tipo, a rede social quer que as pessoas se acostumem com seu feed de notícias em movimento. Esse dia chegará.
Uma afronta direta ao YouTube. Conteúdo em vídeo é a febre do momento na internet e, sendo o site de Google a maior plataforma dedicada a este material, isso significa pessoas saindo do Facebook para assistir a alguma coisa em outra página, gerando dinheiro para outra empresa. O novo recurso que permite a incorporação de vídeos em outras páginas da web é outra medida neste sentido. Conteúdo exclusivo para a rede também está chegando.
Essa estratégia também inclui a compra da Oculus VR, a empresa que desenvolve o dispositivo de realidade virtual Oculus Rift. Foi anunciado que a rede social ganhou suporte a vídeos “esféricos”, recurso conhecido no mundo real como gravação em 360 graus. É uma ideia que casa perfeitamente com a proposta da realidade virtual para criar experiências de imersão.

Há ainda o rumor de que grandes sites e jornais digitais poderiam fechar uma parceria para publicar suas notícias e artigos diretamente no Facebook, acabando com a necessidade de clicar em um link externo para ler as informações. É mais um exemplo de como a rede social quer engolir a internet.

Diversificação
Vamos supor que a rede social, o principal produto do Facebook, caia em desuso. Sem problemas (brincadeira, seria um problema gigantesco, mas não sem solução): a empresa ainda controla alguns dos principais aplicativos móveis no mundo. O Messenger, o WhatsApp, e o Instagram garantem que a companhia não perderá relevância tão breve.

A diversificação de negócios garante um controle enorme da informação que é publicada diariamente pelas pessoas conectadas na internet. Estes serviços ainda não são massivamente monetizados pelo Facebook, mas tudo isso vai levar, invariavelmente, a um conhecimento mais profundo de seus usuários, o que acarretará em métodos de arrecadação diversificados.

O mais interessante é ver como a empresa decidiu diferenciar o WhatsApp do Facebook Messenger, vistos como possíveis concorrentes, que poderiam canibalizar a audiência um do outro. No entanto, houve uma guinada interessante na tática do segundo caso, que é a transformação em uma plataforma ampla.

O WhatsApp continuará sendo o mensageiro “arroz-com-feijão” que sempre foi, leve e adequado a todo tipo de usuário no mundo. O Messenger não. O Facebook quer que ele seja usado no comércio eletrônico para integração entre empresas e clientes, que permita a transferência de dinheiro entre amigos, que outros aplicativos conversem com ele para criação de conteúdo diversificado, incluindo áudio, vídeo, GIFs, possibilitando até mesmo a aplicação de efeitos.

Físico quer construir máquina do tempo para reencontrar pai morto há 60 anos

Um professor e físico da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, quer construir uma máquina do tempo para reencontrar seu pai morto há quase 60 anos. “Toda a minha existência e quem eu sou é devido à morte de meu pai”, explica Ron Mallet, de 69 anos,”fiz uma promessa a mim mesmo de que vou descobrir como modificar o tempo usando como base o trabalho de Einstein”.

Mallet dedicou boa parte de sua vida estudando o tempo e o espaço e desenvolvendo equações derivadas das leis criadas por Albert Einstein. Agora, o físico quer arrecadar US$ 250.000 (cerca de R$ 810 mil) para realizar um estudo que mostra que é possível viajar no tempo com uma máquina. Um dos amigos do físico, Chandra Roychoudhuri, está desenvolvendo protótipos baseados em sua teoria. O modelo atual consiste em uma máquina com anéis de laser verde-incandescentes que circulam dentro de um tubo de vidro.

Teoria

Einstein afirma que se o espaço pode ser torcido, então o tempo também pode, formando uma série de loops. Assim, ele deixa de ser linear e se torna uma estrada circular que pode ser percorrida em ambos os sentidos, passado e futuro. “Pense em uma xícara de café. O café representa o espaço vazio. A colher é o laser que agita o espaço. A queda de um grão de café (ou nêutron) na xícara vai criar redemoinhos no vórtice de café. Um turbilhão intenso pode criar torções espaço e tempo voltas e voltas sobre si mesmo”, explica Mallet.

O físico diz que manteve seu trabalho em segredo durante anos por ter certeza que os colegas de profissão o achariam doido. Em 2001, depois de publicar sua equação (“sair do armário”, segundo ele), Mallet recebeu o apoio de diversos cientistas renomados, como Kip Thorne, um dos físicos mais famosos da atualidade.

Em 2015, ano em que a teoria de Einstein completa 100 anos, Ron Mallet espera arrecadar dinheiro o suficiente para colocar sua ideia em prática.

Nova inteligência artificial do Facebook aprende e responde perguntas

Você pode não perceber, mas você já é rodeado de inteligência artificial. O Facebook quer tornar seus algoritmos ainda mais eficientes para que seus sistemas de IA consigam ser capazes de não só entender sobre o que as pessoas falam na internet, mas aprender e responder perguntas.

As aplicações podem varias, permitindo uma melhor ferramenta de buscas para a plataforma, mas também pode transformar o Facebook em um assistente pessoal útil, como são hoje Google Now, Cortana e Siri.

O projeto foi apresentado na conferência F8, quando o diretor de tecnologia Mike Schroepfer subiu ao palco para mostrar o software chamado Memory Network. Na demonstração, foram apresentadas frases com sintaxe simples inspiradas na série Senhor dos Anéis.
As várias frases descrevem as ações dos personagens Bilbo, Gollum e Frodo. Quando o computador é questionado “Onde está o anel?”, o algoritmo é capaz de puxar as últimas frases importantes que são “Frodo viajou para a Montanha da Perdição” e “Frodo deixou o anel lá”. Assim, o software responde corretamente que o anel está na Montanha da Perdição.

O mesmo acontece quando a pergunta é “Onde estava o anel antes da Montanha da Perdição?”. O software puxa as frases “Bilbo voltou para o Condado” e “Bilbo deixou o anel lá” para responder e corretamente que o anel estava no Condado.

Por fim, a questão é “Onde está Frodo agora?”, respondida com precisão ao puxar a sentença “Frodo voltou para o Condado”.

O esforço já é antigo e vem desde 2013, quando a rede social criou um grupo de pesquisa dedicado ao aprendizado profundo. Mais do que aprender texto, a rede social quer conseguir identificar melhor o que as pessoas tentam comunicar em fotos e vídeos. Schroepfer diz que o algoritmo já é bom o suficiente para diferenciar patinação, patinação de velocidade, patinação artística e hockey no gelo.

Garota de 11 anos cria clube para ensinar outras jovens a programar

É um fato: os homens são maioria em basicamente todos os setores da tecnologia. Uma garota de 11 anos, no entanto, tenta lutar contra esta tendência. Ava Brodie, uma jovem americana já tem um domínio considerável de programação e quer ser uma inspiração para outras garotas de sua idade.

A garota gostaria de criar um clube exclusivo para outras meninas de sua escola a participar de aulas para ter contato com a criação de jogos e programação, com aprendizado das linguagens Python e Ruby.

Ava vê a diferença entre gêneros já entre as crianças de sua idade e por isso quer incentivar as meninas de sua idade. “Os garotos têm coisas em que eles se interessam mais, como videogames, e pensam ‘eu posso fazer um desses de verdade’”, explica ela, apontando a falta de incentivo similar no sexo oposto.
O interesse no projeto da jovem foi tão grande que ela chegou a participar do Tech Superwomen Summit, evento para que mulheres do mundo da tecnologia discutissem sua participação no mercado e como fazer o gênero feminino ser uma parte maior do ramo.

O mercado é majoritariamente masculino, sim, mas na ocasião, ficou retratado que Ava Brodie combate uma das adversidades das mulheres em tecnologia, alimentando o interesse em tecnologia, mas esta não é nem de longe a única barreira. Todo o caminho é adverso, começando pela educação nas escolas, passando pela a quantidade de mulheres que desistem do diploma em ciência da computação ou abandonam o campo de tecnologia, assim como a questão de mulheres que criam suas próprias empresas mas encontram mais dificuldades para conseguir financiamento e apoio, explica Kimberly Bryant, fundadora do Black Girls Code.

Mas Ava enxerga a situação de uma forma mais inocente. “É muito simples. Eu quero que todos entendam que quase tudo é baseado em tecnologia, mesmo quando você está apenas fazendo seu dever de casa em seu computador”, explica ao Daily Dot.

Agência de defesa dos EUA prepara substituto do GPS

A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos (DARPA) está trabalhando em uma nova tecnologia de rastreamento geográfico em que pode substituir o GPS. A novidade seria superior ao sistema de posicionamento global por não ter pontos cegos e trabalhar em tempo real.

“A necessidade de operar de maneira eficaz em áreas onde o GPS é inacessível, não confiável ou potencialmente negado por adversários criou uma demanda por uma precisão de novas alternativas e capacidades de navegação,” explica o órgão em um documento divulgado hoje.

O objetivo é desenvolver um sistema de navegação compacto que pode ser utilizado por soldados, colocado em tanques ou implementados em sistemas de orientação. Para isso, os sensores e os circuitos têm de ser pequenos e concebidos para funcionar consumindo pouca energia.

A DARPA afirma que está trabalhando na criação de instrumentos de auto-calibração, relógios de alta precisão e acelerômetros capazes de rastrear a posição por longos períodos, sem depender de fontes externas. A agência também está pesquisando novos sensores capazes de captar “sinais de uso de oportunidade”, como tvs, rádios, torres de celular e até os raios para obter a localização em tempo real. A tecnologia é chamada ASPN (All Source Positioning and Navigation) e poderá ajudar principalmente m locais densos onde o sinal pode ser ofuscado.

Apesar dos avanços na pesquisa, o GPS ainda pode demorar para desaparecer. A tecnologia ainda pode levar anos e até décadas para chegar ao consumidor.

Como o Google ganha dinheiro com o Android?

A essa altura, todos devem saber que o Android é open-source, ou, para quem prefere o uso do jargão em português, ele tem seu código aberto. Isso significa que qualquer um pode livremente modificar seu código, aparência, funcionalidades. Basicamente, você pode fazer o que quiser com o software do Google sem pagar um centavo, e a empresa não pode fazer nada contra isso. Mas como transformar isso em um negócio lucrativo, então?

Não entenda errado: o Android é lucrativo, e não é pouco. Mas para transformar seu sistema operacional em dinheiro, o Google precisa recorrer a métodos de monetização que nem sempre ficam claros para a maioria dos usuários. Por isso, vamos explicar a seguir detalhadamente o modelo de negócios:

Licenciamento
Existe algo chamado AOSP (Android Open-Source Project), que é a alma do sistema operacional. É o software puro desenvolvido pelo Google, que tem seu código liberado e é livre para ser adaptado pelas fabricantes e dá origem a toda a diversidade de produtos com Android que conhecemos hoje.

No entanto, o trabalho do Google não para por aí. Embora qualquer um possa fazer o que quiser com o Android, as fabricantes ainda precisam da permissão da empresa para poder oferecer seus dispositivos com os apps do Google de fábrica. Gmail, YouTube, Maps, entre outros, não adotam a mesma política de código aberto, e só podem ser distribuídos mediante um acordo de licenciamento que representa dinheiro entrando nos cofres da empresa de buscas.

Mas nenhum dos aplicativos é tão importante quanto a Play Store, que é o que faz as empresas realmente colocarem dinheiro no Android, com a diversidade de aplicativos oferecidos na loja. O app não é importante apenas para as fabricantes, mas também para o próprio Google, representando um dos métodos mais importantes de monetização do Android.

Google Play Store
A loja de aplicativos é importante por várias razões, a mais básica delas é que o Google tira uma fatia de 30% de cada compra de aplicativo feita por meio dela. Quando você paga R$ 2 em algum jogo para Android, R$ 1,40 ficam com o desenvolvedor e R$ 0,60 vão para os cofres do Google.

Mas não é só quando o usuário tira dinheiro do bolso que o Google fatura. Até os aplicativos grátis da loja se tornam receita, porque a empresa exige um pagamento de US$ 25 para cada desenvolvedor que se registra para publicar seus apps na loja. Além disso, quando algum app gera receitas por meio da exibição de publicidade, a empresa também tira sua fatia; o mesmo acontece quando há transações internas dentro do jogo ou aplicativo.

Por que desenvolvedores se sujeitam a isso? Porque é a forma mais fácil de tornar seu aplicativo acessível para todos os públicos. O Google Play também permite que os aplicativos se mantenham sempre atualizados com facilidade.

Publicidade

O Google é uma empresa de tecnologia tanto quanto é uma empresa de publicidade. Alguns argumentam que um ramo seria maior que o outro, mas o fato é que a empresa investe em ambos. Quem faz a empresa ser o gigante que é hoje, no entanto, é a onipresença em relação aos anúncios de internet.

O Android é primordial para a empresa continuar expandindo seu modelo de publicidade. O celular permite ao Google saber onde você está e sugerir um novo local que você talvez tenha o interesse em conhecer, por exemplo. Em muitos casos, este estabelecimento pagou para o Google divulgá-lo para seus usuários.

Mas nem sempre fica tão claro. Você já deve saber que o Google utiliza suas informações para direcionar anúncios que possam ser mais relevantes para você. Com o celular no seu bolso, a empresa tem acesso a muito mais dados seus do que num desktop, o que torna a publicidade do Google mais valiosa.

O Android tem o registro dos lugares aonde você costuma ir, das suas atividades preferidas, dos seus aplicativos favoritos, das buscas que você costuma fazer e, consequentemente, seus interesses, e tantas outras informações que acabam sendo preciosíssimas para os anunciantes.

Riscos
Por ser open-source, o Google corre o risco real, mas improvável, de ter o Android roubado de suas mãos. Não há nenhuma barreira técnica ou legal que impeça um grupo de desenvolvedores de criar um “fork” (termo usado quando um projeto de código aberto se divide em dois ramos distintos) que acabe superando a popularidade do software do Google.

Já há algumas empresas que representam uma ameaça ao modelo de negócios do Google com o Android. Uma delas é a Cyanogen, que era apenas um grupo de entusiastas que criou uma ROM customizada do sistema com recursos que não existiam no software original; hoje se trata de uma das startups mais relevantes da área de mobilidade, recebendo investimentos milionários. A Cyanogen não tem obrigação de usar o buscador do Google, não precisa pré-instalar a Google Play Store… em resumo, ela não gera um único centavo para o Google para usar o Android.

Outro caso é o da Xiaomi. A fabricante chinesa ganhou relevância nos últimos anos utilizando o MIUI, sua própria versão altamente modificada do Android, que também não tem nenhum vínculo com o Google. Se você observar o MIUI, sua interface lembra mais a do iOS do que a do próprio Android.

A empresa da China não pré-instala Gmail, Google+, Maps, Google Play nem nada parecido em seus celulares, muito graças às restrições enfrentadas pelo Google no país. No entanto, a startup já é a terceira maior fabricante de smartphones no mundo e a tendência de crescimento com a expansão para outros países é uma ameaça.

Não dá para esquecer também da gigante Amazon. Sua linha Fire de tablets também lança mão de uma versão altamente modificada do Android, num caso típico de “fork”.

Descoberto o primeiro vírus capaz de enganar o sistema CAPTCHA

A empresa de segurança na internet Kaspersky identificou um novo malware no universo móvel que burla com êxito o sistema de reconhecimento CAPTCHA. O programa indetificado como Podec está infectando usuários do sistema Android através de mensagens de texto com o objetivo de tirar dinheiro das vítimas através de preços falso em serviços – segundo a Karspersky, os dispositivos atingidos já estão na casa dos milhares.

Ao burlar o sistema CAPTCHA, que é um teste de desafio cognitivo capaz de diferenciar máquinas de seres humanos, o Podec não é identificado pelos sistemas de segurança como uma ameaça, o que permitiu a rápida irradiação do vírus entre os usuários do sistema operacional do Google.

O Podec engana o CAPTCHA redirecionando o processador para um serviço de reconhecimento de imagem para texto online, o antigate.com. Em poucos segundos, uma pessoa reconhece o texto da imagem CAPTCHA e os detalhes são transmitidos de volta para o código malicioso, que pode proseguir com a infecção.

A objetivo dele é camuflar preços de determinados serviços que requerem autorização para pagamento. Ou seja, o usuário enganado acha que está pagando mais barato por um produto, que na verdade, pode custar um valor bem acima do esperado.

O Podec é um trojan sofisticado e a Kaspersky identificou evidências de que uma grande quantia financeira foi investida para desenvolver uma estrutura complexa e estável como a do vírus. Após a infecção, o malware solicita privilégios de administrador que, uma vez concedidos, tornam impossível a remoção ou interrupção das atividades do programa.

A Kaspersky diz que todos os seus usuários estão protegidos contra todas as versões do Trojan Podec e ela recomenda que seus usuários baixem apenas programas de lojas oficiais de downloads. É recomendável também manter seus aplicativos antivírus com as atualizações em dia.

Projeto quer revolucionar conectores de áudio usando magnetismo

Sabe quando você esquece que está usando fones, faz um movimento brusco e o seu mp3 ou smartphone sai voando? O MagZet, um projeto do Kickstarter que promete “reinventar” os conectores de áudio, procura acabar com esse tipo de situação.

A ideia do protótipo é um conector p2 separado em duas partes. Uma delas é o pino (chamado de “MAGJack”), que se conecta a dispositivos como computadores, smartphones e mp3s. A outra é o corpo do conector (“MAGKap”), que se une ao pino magneticamente e fica acoplada ao resto do cabo. A tecnologia é semelhante à das conexões MagSafe, utilizadas em alguns notebook da Apple.

Segundo os idealizadores da campanha, o novo conector, além de evitar a queda dos aparelos e o rompimento dos pinos conectores, também ajuda a remover ruídos de estática. Eles também prometem que smartphones só detectam a presença do pino quando o resto do cabo é associado a ele: assim, é possível deixar o pino conectado constantemente a todos os dispositivos. Fones que tenham controles de volume no fio também funcionarão normalmente.

É possível apoiar o projeto com valores a partir de US$5. O menor valor necessario para receber o produto é de US$ 35, valor que inclui dois MAGJacks e um MAGkap.

Adwords: use o Google a seu favor

A plataforma de anúncios do Google, a Adwords, é a maior da internet. Graças à onipresença do buscador e à quase infindável rede de sites parceiros, saber usar bem a ferramenta pode ter um peso decisivo para quem quer tirar proveito da publicidade online.

Conhecendo o mecanismo

Para quem não está familiarizado: toda vez que alguém faz uma busca no Google, os primeiros resultados são links patrocinados – ou seja, são anúncios, que aparecem destacados e que têm a ver com a sua pesquisa. Além disso, o Google reúne a inteligência gerada pelos bilhões de buscas para oferecer aos usuários anúncios direcionados. Traduzindo: se você fez uma busca por viagem, por exemplo, e entrar num site de economia, é provável que os anúncios que aparecem ali para você sejam relacionados a férias. Nesse caso, o site é um parceiro do Google, que exibe em banners baseados nas suas preferências de navegação e também nas suas pesquisas na Web. O sistema é tão eficaz (traz tanto resultado para quem anuncia) que é o principal responsável pelo crescimento explosivo do Google.
Quem anuncia via Adwords participa de um sistema de leilão. Você faz o “upload” do seu anúncio e escolhe quanto quer pagar a cada clique dado nele. Se você colocar um valor muito baixo, pode ser que seu anúncio apareça muito poucas vezes. Se o valor for muito alto, você pode exaurir seu investimento rapidamente. O melhor caminho é o equilíbrio.

Assessoria especializada

Nos últimos anos, o negócio da publicidade online se sofisticou tremendamente. E se tornou mais eficaz. Mas, para tirar proveito desse enorme potencial, quem anuncia tamém precisa evoluir. É preciso conhecimento para registrar bons resultados na plataforma Adwords – já que a competição por espaço é intensa.
A solução vem de profissionais especializados na plataforma. A Locaweb é Parceira Premium do Google e é uma das empresas que mais registra “cases” de sucesso no uso da plataforma Adwords. Por meio do serviço oferecido pela empresa, o grau de acerto no uso do investimento e na definição da estratégia são muito maiores do que se você decidir fazer sua camapanha sozinho. Além de ajudar nas definições gerais da campanha, o serviço também se responsabiliza pela otimização das ações; ou seja, pessoal especializado se encarrega de manter sua campanha rentável por todo o período de exibição.
O surgimento de empresas especializadas na operção do Adsense não é novidade em mercados mais desenolvidos, e começa a ganhar força também por aqui.