Criador do Bluetooth é indicado para Hall da Fama dos Inventores

O inventor da tecnologia Bluetooth, Jaap Hartsen, foi indicado ao Hall da Fama dos Inventores, organização que reconhece homens e mulheres responsáveis por grandes avanços tecnológicos capazes de mudar o mundo.

A tecnologia se tornou referência em conectividade sem fio de curto alcance e impactou a produção de dispositivos móveis e PCs no mundo todo. De acordo com a empresa ABI research, somente em 2014 foram entregues 3 bilhões de unidades ativadas da tecnologia. Até o final de 2018, serão mais de 10 bilhões no mercado.

Haartsen trabalha na área de comunicação sem fio há mais de 25 anos, ajudou a desenvolver o Bluetooth Special Interest Group, que promoveu a adoção da tecnologia pelas maiores empresas do mundo. Agora, o inventor trabalha em pesquisas e tecnologia para a próxima geração de dispositivos wireless da Plantronics, empresa que desenvolve fones de ouvido utilizados em centrais de atendimento e no controle de tráfego aéreo.

“É uma honra ser selecionado. Com o Bluetooth, eu pretendia agregar valor aos dispositivos móveis existentes e nos que estavam sendo desenvolvidos, mas nunca poderia imaginar que em tão pouco tempo, mudaria a maneira de como se interage com dispositivos tecnológicos”, afirma Haartsen. Os nomeados para o Hall da Fama dos Inventores de 2015 serão homenageados durante uma cerimônia em 12 de maio, em Washington D.C, nos Estados Unidos.

Facebook ganha ferramentas para prevenção de suicídios

O Facebook lançou nesta quinta-feira, 26, uma nova ferramenta que tem o objetivo de ajudar pessoas que possam estar passando por uma fase difícil que, eventualmente, possa acarretar em suicídio.

O novo recurso funciona de forma simples. Se alguém publicou alguma mensagem que indica a intenção de causar danos a si próprio, um amigo pode reportar este post ao Facebook que avaliará o conteúdo e contatará o usuário com problemas.

A mensagem automática e privada encorajará a pessoa a procurar ajuda profissional. Ele poderá receber a sugestão de falar com um dos atendentes da National Suicide Prevention Lifeline, grupo de apoio nos Estados Unidos, que oferece dicas e conselhos para ajudar a resolver problemas.

Para quem reporta estes posts, também é oferecida e encorajada a opção de ligar ou enviar uma mensagem para a pessoa e oferecer acesso para conversar com uma atendente de um atendente em uma destas linhas telefônicas de apoio.

O programa estreia nos próximos meses nos Estados Unidos, mas a empresa espera firmar parcerias com vários grupos de prevenção ao suicídio ao redor do mundo em breve para expandir a ferramenta.

Internet pela tomada é tendência para 2015, diz empresa

A empresa D-link divulgou algumas tendências para o mercado brasileiro de tecnologia em 2015. Entre as novidades está o sistema de conexão à internet por meio da rede elétrica que utiliza a tecnologia PLC (Power Line Communication). A ideia é transformar a eletricidade de residências e empresas em dados IP.

O dispositivo PLC é portátil e tem o formato de um adaptador de tomada. Quando conectado à rede elétrica pela própria tomada, cria uma rede sem fio (da mesma forma que o modem wireless), mas precisando apenas de corrente elétrica para permitir o acesso à web.

A maior vantagem desta tecnologia é a velocidade e estabilidade da conexão (também ideal para streaming de vídeos) quando comparada com repetidores Wi-Fi, que enfrentam ‘barreiras’ do ambiente para propagar o sinal.

Consolidação da Internet das Coisas

Ainda no segmento de novidades no mercado de tecnologia para 2015, a D-link destaca a popularização da “Internet das Coisas”, que permitirá que praticamente tudo esteja conectado à web e possa ser controlado remotamente, desde automóveis a eletrodomésticos.

Seguindo o mesmo movimento, as casas conectadas também estarão mais acessíveis ao brasileiros (com boas condições financeiras, claro) e deverão ser compostas por câmeras para monitoramento, kits para controle de iluminação, soluções para gerenciamento de energia – smart plugs, sensores para detecção de fumaça e inundação, alarmes de segurança, sensores para abrir portas e janelas e sensores de movimento.

Tirar o WhatsApp do ar é absurdo, opina advogado

A bomba de ontem: um juiz do Piauí pediu o bloqueio do WhatsApp no país todo por uma série de solicitações não cumpridas pelo aplicativo, que pertence ao Facebook. O aplicativo é um dos mais queridos do público brasileiro e, portanto, há o choque inicial, mas não precisa de muito esforço para perceber o quão fora da realidade é a situação. Esta é a visão do especialista em direito digital Adriano Mendes, segundo o qual a ordem não tem fundamentação jurídica para ser emitida.

Isso porque a decisão teria sido baseada nos artigos 11 e 12 do Marco Civil da Internet – que abrangem a responsabilidade dos provedores de internet e aplicativos – ainda não foram regulamentados, e não são válidos enquanto isso não for definido e um decreto presidencial para confirmar.

Mas quais são as chances reais de o WhatsApp sair do ar graças a esta determinação jurídica como essa? “Zero”, afirma Adriano Mendes. Segundo ele, este é o tipo de decisão que é cassada com facilidade e o aplicativo deve permanecer no ar.

O motivo é que uma ordem como essa é exagerada. A comparação feita pelo especialista em direito digital usa um assunto em alta em São Paulo, que é a falta d’água. “É como se o governo cortasse o fornecimento hídrico de um bairro inteiro porque uma das casas não cumpriu as metas de redução de consumo”, diz para ilustrar o exagero.

Como o processo referente a 2013 corre em segredo de justiça, não é possível saber o que realmente se passa para uma decisão tão extrema. Mesmo assim, dá para identificar algumas possibilidades que podem ter motivado o juiz a recorrer a esta atitude.

“O que imagino que tenha acontecido é que o juiz não soube pedir o que ele queria para o WhatsApp ou acabou pedindo algo que não cabe ao aplicativo”, explica Adriano Mendes. Isso significa que a solicitação judicial provavelmente incluía informações que o WhatsApp não é capaz de fazer.

Fabricante de chips acusa EUA de tentar roubar chaves de criptografia

Documentos vazados por Edward Snowden, na semana passada, revelam que a NSA (agência de segurança norte-americana) capturou e armazenou chaves de criptografia que protegem os chips SIM de celulares. A Gemalto, maior produtora de chips deste modelo, confirmou as tentativas de ataque, porém ressaltou que a invasão foi limitada.

Em nota, a Gemalto cogita a possibilidade de a operação da NSA ter ocorrido. Entretanto, sinaliza que o ataque atingiu apenas redes de escritórios e não seria capaz de realizar um alto número de roubo das chaves de criptografia.

A empresa afirmou que a tentativa de atingir as chaves de criptografia ocorreu a partir de 2010, quando elas eram transmitidas entre as operadoras móveis e seus fornecedores globais. Também explicou que mesmo se o roubo das chaves tivesse ocorrido, elas só poderiam ser usadas para espionar redes de tecnologia 2G com o uso de chips antigos. Os chips 3G e 4G não podem ser atingidos, mesmo estando em uma rede 2G, por terem características de segurança adicionais.

Juniper Networks e IBM anunciam parceria

Las Vegas – O que poderia parecer óbvio não é. A base de boa parte da tecnologia moderna está nas redes. E redes dependem funcamentalmente dos equipamentos que as conectam, como roteadores, por exemplo. Porém, muitos dos problemas que ainda são enfrentados por usuários da internet mundo afora têm a ver com gargalos no fluxo de dados. Esses gargalos vão desde infra-estrutura insuficiente, passando pela dificuldade de dimensionar adequadamente a parte física da rede às demandas – que variam muito. Um dos exemplos dessa dificuldade é que já há horários claramente identificados em que sua conexão com a web fica mais lenta e menos eficiente – e o problema afeta todos, independentemente da velocidade da sua conexão. Assistir a um filme via Netflix num horário de pico é mais difícil que em outros horários.

A parceria anunciada em Las Vegas, entre a Juniper Networks e a IBM quer começar a resolver problemas como esse. O que poderia ser óbvio é que os equipamentos que controlam as conexões já deveriam ser mais inteligentes do que são. Mas, esse é um processo que está apenas começando. A Juniper é responsável por boa parte dos equipamentos de grande porte que conectam redes e empresas à internet. Até agora, a montanha de dados coletada pela Juniper não era usada para aumentar a eificiência desses equipamentos. A parceria anunciada hoje é relevante porque ela abre a possibilidade de que esses dados de tráfego na internet passarão a ser analisados para encontrar soluções e aumentar a eficiência das redes controladas por esses equipamentos. Não veremos os resultados desse processo do dia para a noite. Mas, é um processo que promete melhorar a qualidade de conexão da internet como um todo.

Justiça notifica operadoras por fim da velocidade reduzida

Nesta segunda-feira, as operadoras Claro, Vivo, TIM e Oi foram notificadas pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça. As empresas deverão prestar esclarecimento sobre o novo modelo de negócios que prevê o bloqueio da internet móvel após o fim da franquia contratada pelo usuário.

A solicitação da justiça dá 10 dias para que as empresas detalhem seus planos e prestem os esclarecimentos necessários.

O órgão quer entender como serão feitos os bloqueios, se e como os consumidores foram alertados previamente e as possíveis mudanças contratuais que envolvem o processo.

As operadoras alegam que o fim da “velocidade reduzida” ao estourar a franquia acabará ajudando os usuários. É assim que funciona em países da Europa e nos Estados Unidos, onde os clientes têm uma experiência mais fiel em relação à internet que contrataram – já que muitos passam boa parte do tempo navegando por uma internet bem inferior.

No entanto, a medida é polêmica porque obviamente as operadoras lucrarão bastante com isso, com a venda de pequenos pacotes adicionais ao fim da franquia e o consumidor terá que tirar esses valores do seu próprio bolso.

Siri fala português em nova versão do iOS

Além de disponibilizar um pacote de emoticons mais adequado à diversidade de seus clientes, a Apple também liberou algo pelo qual os usuários brasileiros aguardam há tempos: a Siri agora fala português.

A novidade está presente na segunda versão beta do iOS 8.3, que foi liberada hoje para desenvolvedores. Quem primeiro notou isso foi a MacRumors, segundo a qual a assistente pessoal também passará a entender dinamarquês, inglês indiano e neozelandês, holandês, russo, sueco e turco.

Aqui no Brasil a MacMagazine já colocou as mãos no novo iOS e divulgou as capturas de imagem acima, revelando algumas opções da Siri em português brasileiro.

No próximo mês a Apple deve liberar essa versão do sistema a todos os clientes interessados em testá-la, o que seria a primeira beta pública da história do iOS.

Maior fabricante de chips de celular do mundo é hackeada por governos

Maior fabricante de chips de celular (os SIM) do mundo, a Gemalto abriu investigações para apurar uma denúncia de que as agências de inteligência dos Estados Unidos e do Reino Unido hackearam seu sistema para obter chaves de criptografia.

Nesta semana, o site The Intercept publicou a história com base em documentos vazados pelo ex-colaborador da agência americana Edward Snowden. Segundo eles, a americana NSA e a britânica GCHQ obtiveram acesso às chaves e, por conta disso, são capazes de interceptar todo tipo de comunicação feita por usuários em várias partes do mundo sem chamar atenção.

Em nota repercutida pela Reuters, a Gemalto declarou que levou a publicação “muito a sério” e que usaria todos os recursos necessários para investigar e entender o alcance das tecnologias empregadas para fazer tal coisa.

A companhia produz chips para telefones, cartões de banco e passaportes biométricos. Dentre as cerca de 450 operadoras que atende ao redor do mundo estão Verizon, AT&T e Vodafone.

Nenhuma das agências se pronunciou a respeito e, fora a nota enviada à Reuters, a única coisa que a Gemalto disse é que ficou claro que não se trata de um ataque à empresa, e sim uma tentativa de obter acesso ao maior número possível de comunicações de uma só vez.

Lenovo deixa de pré-instalar espião e vai lançar solução para removê-lo

Depois de admitir ter instalado o adware Superfish em PCs vendidos entre setembro de 2014 e janeiro de 2015, a Lenovo afirmou que vai lançar ainda nesta sexta-feira, 20, uma ferramenta para remover o arquivo malicioso dos dispositivos afetados. A empresa também publicou em seu site instruções que ensinam os usuários a remover sozinhos o software.

“Nós investigamos essa tecnologia amplamente e não achamos qualquer evidência que sustente as preocupações com segurança […] O software não traça perfis ou monitora o comportamento do usuário. Não grava informações do usuário e não sabe quem é o usuário”, afirmou um porta-voz da empresa.

Especialistas em segurança, no entanto, afirmam que o adwarwe poderia monitorar os usuários e converter termos de busca em anúncios de lojas virtuais. O programa também seria capaz de aprovar seu próprio certificado de segurança, coletando dados pessoais e deixando o usuário vulnerável a possíveis ataques.

Em comunicado, o diretor da desenvolvedora do softwarwe Adi Pinhas, defendeu o software: ”A Superfish é completamente transparente no que o nosso software faz e em nenhum momento os consumidores ficaram vulneráveis.”

O adware não será mais pré-instalado e foi desativado em todos os dispositivos disponíveis à venda no mercado desde janeiro.