Facebook é eleito melhor empresa de tecnologia para se trabalhar

A Glassdoor divulgou, na última terça-feira, 6, seu ranking anual que revela quais são as melhores empresas para se trabalhar, de acordo com um sistema de avaliações que leva em conta a opinião dos próprios funcionários. E a primeira colocada para 2017, em termos de tecnologia, é o Facebook.

A companhia comandada por Mark Zuckerberg ficou em segundo lugar na listagem geral, perdendo para a consultoria Bain & Company, mas a diferença de pontuação entre ambas é mínima, já que a líder teve média de avaliação de 4,6 e a rede social, 4,5. A Glassdoor considera cinco pontos como “muito satisfatório”, três como “OK” e um como “muito insatisfatório”.

Zuckerberg ficou em quarto lugar no ranking dos melhores CEOs, também escolhido com base na opinião dos funcionários ao longo de 2016. Os melhores anos para o Facebook foram 2011 e 2013, quando a companhia esteve na liderança geral, e em sete anos eles ficaram de fora do top 10 apenas uma vez — em 2015, quando amargaram o 13º lugar.

Outras empresas de tecnologia aparecem entre as dez melhor colocadas. O ranking se completa com Boston Consulting Group, Google, World Wide Technology, Fast Enterprises, In-N-Out Burger, LinkedIn, Adobe e Power Home Remodeling.

O Google, que em termos de tecnologia aparece na cola do Facebook, obteve 4,4 pontos. A gigante de buscas também tem um histórico dos bons, tendo inclusive liderado o ranking em 2015.

Essa listagem da Glassdoor é a mais importante do mercado e leva em conta as opiniões de quem trabalha em empresas com mais de mil funcionários nos Estados Unidos, mas a consultoria também fez avaliações pelo Canadá, Reino Unido, França e Alemanha.

https://goo.gl/0WoH7d

Golpe no WhatsApp promete mostrar com quem seus contatos estão conversando

A empresa de segurança ESET descobriu um novo golpe no WhatsApp que promete permitir aos usuários saber com quem seus contatos estão conversando. A ação, que inscreve o usuário em um serviço pago de mensagens, atraiu mais de 1,2 milhão de cliques em duas semanas no Brasil.

O usuário recebe um link que garante a ativação do novo recurso, chamado “visualizador de conversas para WhatsApp”. Depois de clicar, o usuário é encaminhado a uma página maliciosa que pede que ele compartilhe o link com seus contatos para a novidade começar a funcionar. Depois de colocar seu número de telefone, o usuário é inscrito em um serviço de SMS cobrado.

Reprodução

Os golpes que usam o WhatsApp para atrair vítimas têm aumentado nos últimos meses. De acordo com a ESET, em 2016 foram identificados nove tipos de golpe, a maior parte deles com o objetivo de inscrever o usuário nos serviços de mensagens pagas.

“Este é mais um caso de campanha fraudulenta que se propaga pelo WhatsApp e que tem como objetivo atingir o maior número possível de usuários. Essa ação segue o mesmo padrão utilizado em outros golpes aplicados pelo aplicativo de mensagens instantâneas que tem como objetivo o ganho financeiro, com a inscrição no serviço de SMS Premium”, explica Camillo Di Jorge, presidente da ESET Brasil.

https://goo.gl/WTfIS7

Como o Google pode estar estimulando usuários a acreditar em notícias falsas

Nos últimos tempos, vem sendo muito discutida a questão da responsabilidade das redes sociais sobre a qualidade das informações que chegam aos usuários. O Facebook vem sendo constantemente acusado de ser omisso na propagação de notícias falsas pela web, assim como o Google.

Uma análise do site Business Insider, por exemplo, mostra como o sistema de previsão de texto da busca do Google pode estar estimulando usuários a acreditar em informações mentirosas mesmo sem que eles estejam procurando por isso.

Ao começar a digitar uma pesquisa no Google, o algoritmo do sistema tenta prever o final da frase sugerindo quais palavras podem vir a seguir. Em alguns casos, esse sistema é útil para economizar alguns toques no teclado. Em outros, é apenas enganador.

Para fazer essa previsão, o Google se baseia em buscas populares na plataforma, palavras que outros usuários pesquisaram e links que estão em alta nos resultados de busca. Se por um lado isso pode ajudar o usuário a encontrar o resultado ideal, por outro lado pode levá-lo às páginas erradas da web, e até acreditar em certas informações falsas.

O Business Insider sugere uma busca simples, como “Michelle Obama é”. Ao digitar essa frase, o Google sugere que a busca completa seja “Michelle Obama é homem”. Isso pode levar os usuários a um vídeo, com uma suposta teoria da conspiração, de que a Primeira Dama dos Estados Unidos na verdade é um homem que se veste de mulher.

É óbvio que essa história é falsa, mas ainda assim o Google sugere ao usuário essa busca por meio de seu algoritmo. “Nós fazemos nosso melhor para impedir que termos ofensivos, pornografia ou discurso de ódio apareçam”, disse o Google em nota, “mas o autocomplete não é uma ciência exata”.

“Nossos resultados de buscas são um reflexo do conteúdo que está na web. Isso significa que, às vezes, retratos desagradáveis de assuntos sensíveis online podem afetar o que esses resultados mostram para determinadas pesquisas. Esses resultados não refletem as opiniões ou crenças do Google. Como empresa, nós valorizamos a diversidade de perspectivas, ideias e culturas”, continua o comunicado.

https://goo.gl/M0EK2n

Um em cada quatro pontos Wi-Fi grátis pode colocar dados de usuários em risco

Um estudo divulgado pela Kaspersky Lab nesta segunda-feira, 5, mostra que um em cada quatro pontos de acesso Wi-Fi pode colocar as informações dos usuários em risco. A pesquisa analisou dados de mais de 31 milhões de pontos no mundo todo.

A empresa constatou que 25% das redes não usam nenhum tipo de criptografia ou senha. Assim, todo o tráfego transmitido, incluindo mensagens e documentos pessoais, pode ser interceptado por criminosos. 3% dos pontos de acesso usam o protocolo WEP, que pode ser decifrado em minutos por quem não possui grandes conhecimentos na área para criptografar dados. É importante lembrar, no entanto, que mesmo usando um protocolo seguro a rede pode ser interceptada, dependendo da força de sua senha.

Os 20 países com maior porcentagem de redes inseguras, segundo a Kaspersky, são destinos turísticos, como Estados Unidos, França e Tailândia. Portanto, quem viaja e depende desse tipo de conexão deve ficar atento.
“Recomendamos que todos os usuários fiquem alertas ao se conectar a redes Wi-Fi. Não usem pontos de acesso sem senha, nem pontos de acesso públicos para realizar atividades de alto risco, como transações bancárias, fazer compras on-line, se logar em sites ou transferir informações confidenciais. A interceptação desse tipo de tráfego por terceiros pode acarretar problemas sérios, inclusive prejuízos financeiros. E, claro, recomendamos enfaticamente o uso de outras medidas para proteger o tráfego, como a tecnologia de rede virtual privada”, afirma Denis Legezo, especialista em antivírus da Kaspersky Lab.

Cientistas criam ‘tatuagem eletrônica’ que ouve a voz e o coração dos pacientes

Uma equipe de pesquisadores da University of Boulder Colorado desenvolveu um dispositivo vestível extremamente fino que é capaz de monitorar a atividade cardíaca dos usuários. Semelhante a uma “tatuagem eletrônica” temporária, o aparelho funciona captando a condução de ondas sonoras pela pele, e por isso também pode ser usado para identificar as vozes dos pacientes.

Parecido com um band-aid pequeno, o sensor pesa menos de 0,3 grama e é menor que uma moeda de um centavo, de acordo com o artigo publicado pelos pesquisadores. Ainda assim, ele pode ser acoplado a qualquer parte da pele do paciente, e então consegue captar as vibrações de seu corpo. Isso permite, por exemplo, que um cardiologista acompanhe remotamente o estado do coração de um paciente em situação de risco.

Reprodução

Ouvindo o corpo

Esse aparelho é composto por um pequeno circuito que contém um acelerômetro extremamente sensível e um eletrodo, segundo o The Verge. O acelerômetro consegue detectar mesmo os menores movimentos que acontecem na pele (como aqueles provocados por ondas sonoras viajando pelos fluidos e músculos do corpo). O eletrodo, por sua vez, percebe sinais elétricos que os nervos enviam aos músculos para fazê-los mexer.

Graças a esses dispositivos, o aparelho é capaz de “‘bisbilhotar’ os sons intrínsecos dos órgãos vitais do corpo, incluindo o coração e os pulmões, com implicações importantes para o monitoramento contínuo da saúde fisiológica”, segundo John Rogers, um dos autores. A abertura e fechamento das válvulas do coração, as vibrações das cordas vocais e até mesmo “roncos” de barriga podem ser captados pelo dispositivo.

Além disso, ele também pode ser integrado a outros sistemas de monitoramento, como eletrocardiograma (para analisar o coração) e eletromiograma (para monitorar atividade muscular). Dessa maneira, a quantidade de informações que poderia ser transmitida remotamente pelo paciente aos médicos seria muito maior. No entanto, os pesquisadores ainda estão trabalhando para dar conectividades sem fio ao aparelho, que está em fase de testes.

Ouvindo a voz

Funcionando dessa maneira, o aparelho também pode ser usado para ouvir a voz dos pacientes. Ao ser acoplado a uma região próxima à garganta e associado a um sistema de compreensão de linguagem natural, ele se torna capaz de entender o que o usuário está dizendo. O vídeo abaixo mostra uma pessoa com o dispositivo usando sua voz para controlar o jogo Pac-Man (usando as palavras “up”, “down”, “left” e “right”, correspondentes às quatro direções):

De acordo com os pesquisadores, a vantagem que o dispositivo tem nesse caso sobre outros microfones é que ele fica colado na pele. Como é feito para detectar as vibrações da pele, e não os sons, ele funciona muito melhor do que microfones tradicionais em situações em que há muito ruído de fundo.

Desenvolvimento

No processo de desenvolvimento desse dispositivo, os cientistas já testaram o aparelho em oito pacientes de idade avançada com problemas cardíacos. Em outra etapa de testes, os cientistas perceberam que era possível ouvir caso um coágulo (um pequeno pedaço solidificado de sangue) passasse pelo coração – uma situação que pode desencadear uma série de problemas que levam à morte.

Mas ainda é necessário algum tempo até que o dispositivo se torne comercialmente disponível. Mesmo assim, os pesquisadores acreditam que o fato de existir um mercado para dispositivos vestíveis focados em saúde é sinal de que sua criação seria bem recebida.

https://goo.gl/Pgw89B

Entenda o papel do Google na Black Friday Brasil

Google: empresa vai munir varejistas online com dados de hora em hora

Quando pensamos em Black Friday, são as lojas online que vêm à nossa mente em primeiro lugar. Essa é uma característica do Brasil, já que a data acontece em meio a um feriado nos Estados Unidos, portanto, lojas físicas têm maior participação no evento. Nesse cenário, o Google tem um papel importante no nosso país: ajudar e-commerces com dados de pesquisas e até mesmo alertá-los quando um site está para sair do ar por causa do volume de acessos.

Durante a Black Friday no Brasil, o consumidor realiza diversas pesquisas em comparadores de preços, como o Zoom e o Buscapé. Lá, os eletrônicos são os produtos que lideram o interesse dos internautas. Isso também se repete nas buscas do Google. De acordo com a empresa, smartphones, televisões, eletrodomésticos e notebooks são as categorias mais procuradas na véspera do dia dos descontos.

Na tarde de ontem, o celular mais buscado era o Galaxy A3, da Samsung, um produto que alia câmeras razoáveis, performance suficiente para o dia a dia e preço competitivo (na faixa dos 1.100 reais). As buscas por preços cresceram. O Google informa que houve um aumento de 65% nas pesquisas relacionadas à data de descontos.

https://goo.gl/Sv2AG0

EUA criam diretrizes contra distração de motoristas com celulares

Motorista em carro com celular

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos emitiu nesta quarta-feira diretrizes voluntárias para fabricantes de dispositivos móveis, pedindo que ajudem as pessoas a manter os olhos na estrada ao desenvolver um “modo motorista” que iria desabilitar algumas funções que podem causar distrações em carros em movimento.

As diretrizes também solicitam que as fabricantes facilitem o pareamento de dispositivos móveis com sistemas dos veículos, para descomplicar o uso do celular sem as mãos.

“Estas diretrizes de bom senso, fundamentadas com as melhores pesquisas disponíveis, ajudarão os designers de aparelhos móveis a construir produtos que diminuam as distrações ao volante”, disse o secretário de Transportes dos Estados Unidos, Anthony Foxx, em comunicado à imprensa.

O administrador da Administração Nacional de Segurança em Tráfego de Rodovias (NHTSA, na sigla em inglês), disse em comunicado nesta quarta-feira que a distração de motoristas foi um dos fatores por trás do aumento das mortes no trânsito.

As mortes em rodovias subiram 10,4 por cento na primeira metade de 2016, disse a NHTSA.

https://goo.gl/AnKtcE

 

Sistema do Google inventou uma língua própria que humanos não entendem

O Google divulgou ontem em seu blog de pesquisa que a inteligência artificial responsável pelo Google Tradutor desenvolveu, sem interação humana, uma língua própria para si. A “descoberta” ocorreu quando a empresa estudava um recurso chamado de “zero-shot translation”, e os resultados dessa pesquisa (incluindo a descoberta da língua) foram publicados em um artigo (pdf).

Em setembro, o Google começou a usar redes neurais em seu Tradutor, criando um sistema chamado de Google Neural Machine Translation. Basicamente, o sistema aprende a traduzir a partir de milhões de exemplos diferentes e consegue atingir precisão quase humana. Segundo a empresa, o Tradutor atualmente entende 103 línguas e traduz mais de 140 bilhões de palavras por dia – e aprende com elas.

Para funcionar, o sistema é treinado na tradução de frases específicas de uma língua para outra. Por exemplo, ele precisa traduzir de inglês para coreano, ou de inglês para japonês (e vice-versa). Esse treinamento envolve o uso de milhões de exemplos de traduções previamente validadas, a partir das quais a máquina aprende como a relação de palavras muda entre essas duas línguas.

Aula avançada de línguas

Mas se o sistema é capaz de traduzir do inglês para japonês e do inglês para o coreano, seria ele capaz de traduzir do japonês para o coreano sem passar por inglês? Se sim, essa tradução seria uma “zero-shot translation”, e foi ela que motivou a pesquisa dos desenvolvedores do Google Tradutor. O GIF abaixo ilustra essa possibilidade, e a “zero-shot translation” aparece em laranja:

Surpreendentemente, o sistema de tradução conseguiu ir do japonês ao coreano sem ter sido treinado especificamente. “Nós interpretamos isso como um sinal da existência de uma interlíngua dentro da rede”, disseram os pesquisadores. Em outras palavras, a inteligência artificial teria criado uma língua própria que lhe permite trafegar entre duas línguas nas quais ela não foi previamente treinada, sem precisar passar por uma terceira língua conhecida.

Aula computacional de línguas

De acordo com o TechCrunch, essa interlíngua parece existir num nível mais profundo de representação. Nesse nível, é possível ver semelhanças entre as línguas diferentes – mesmo as desconhecidas – com facilidade. No entanto, por tratar-se de uma rede neural (sistemas que são normalmente muito pouco acessíveis, até para seus criadores), é difícil dizer mais sobre ela.

Com a finalidade de ilustrar essa “íngua profunda”, os pesquisadores criaram uma representação visual das línguas dentro da memória do computador. A imagem abaixo se divide em três partes: a, b e c. A maior delas, a, tem pontos coloridos de acordo com significado: uma frase traduzida do inglês para o coreano e uma frase traduzida do japonês para o inglês que tenham o mesmo significado terão também a mesma cor:

Reprodução

À direita, em cima, b separa uma dessas frases específicas. Embaixo dela, c divide essa frase entre as línguas de origem de cada um dos termos. O que c deixa claro é o fato de que, em uma mesma frase, o sistema usa como fonte três línguas diferentes. Isso significa que ele dispõe de um sistema de representação ainda mais fundamental que essas três línguas. Isso, por sua vez, mostra que o sistema está aprendendo algo sobre o significado de cada palavra além de memorizar traduções entre frases.

“Pelo que sabemos, essa é a primeira vez que esse tipo de aprendizagem transferida funcionou em um sistema de tradução de máquinas”, disseram os pesquisadores. Para eles, os resultados do estudo são interessantes não apenas para cientistas da computação, mas também para linguístas que pensem em usar máquinas para extrair informações sobre relações entre línguas distantes.

Aula computacional de filosofia

O mais interessante do exemplo usado pelo Google é que a língua inglesa não tem praticamente nenhum grau de parentesco com japonês e coreano. Se houve uma língua comum entre essas duas, ela existiu apenas há muitos milhares de anos. Por isso, com exceção de palavras que são pegas do inglês pelo japonês ou pelo coreano, não há nenhuma relação etimológica entre as palavras das duas línguas.

Isso significa que a inteligência artificial conseguiu descobrir uma relação entre as palavras de duas línguas não-relacionadas. Se ela foi capaz de fazer isso apenas olhando para milhões de exemplos de traduções entre as línguas, significa que essa relação existe. A chamada interlíngua que os pesquisadores acharam na máquina pode não ser nem mesmo uma língua, mas um sistema ainda mais profundo de representação do que são as nossas línguas.

https://goo.gl/BF4dzx

Novo recurso do WhatsApp vai mudar a reprodução de vídeos

O WhatsApp começou a testar uma função que vai facilitar a reprodução de vídeos dentro do aplicativo. Não será mais necessário fazer download de um vídeo recebido para poder assisti-lo porque o app terá um recurso de streaming, funcionando de forma semelhante ao YouTube.

Com o novo recurso os usuários não precisam esperar o tempo de download para só depois conferir um conteúdo que lhes foi enviado. Era uma reclamação antiga dos usuários, que muitas vezes precisavam baixar o vídeo inteiro só para descobrir que o conteúdo não valia o tempo e os dados gastos com o download.

O recurso está disponível atualmente apenas para dispositivos Android na versão beta do aplicativo, mas não deve demorar muito para que a novidade comece a ser distribuída para outras plataformas.

No entanto, ficam algumas questões sobre o novo recurso: para fazer streaming, o vídeo precisa ficar armazenado em algum servidor. Isso significa que o WhatsApp vai começar a guardar os vídeos trocados entre os usuários, contrariando o que a empresa diz, que não guarda nenhuma mensagem que circula na plataforma? Ou após o usuário terminar de baixar o vídeo pela primeira vez ele é apagado dos servidores e guardado apenas localmente? A lógica do serviço diz que a segunda opção deve ser a correta.

Este é apenas um dos novos recursos que o WhatsApp está agregando ao serviço nos últimos tempos. Recentemente, o aplicativo recebeu também as aguardadas chamadas de vídeo e suporte a GIFs animados, mas também está testando ferramentas inspiradas no Snapchat, com imagens que desaparecem depois de um período pré-determinado.

 

https://goo.gl/BF4dzx

Inteligência artificial do Google supera profissionais em leitura labial

A DeepMind, empresa de inteligência artificial que pertence ao Google, conseguiu ensinar um sistema a ler os lábios de pessoas em imagens gravadas e fornecer legendas para o que elas estão dizendo. No final do período de treinamento, o sistema conseguia realizar leitura labial de imagens gravadas om precisão superior à de profissionais treinados para isso.

Foram usadas cerca de 5000 horas de programação da BBC, incluindo noticiários, para treinar a máquina. De acordo com a New Scientist, elas continham um total de aproximadamente 118 mil frases inteiras. Programas que foram ao ar entre janeiro de 2010 e dezembro de 2015 foram usados como conjunto de treinamento, e o sistema foi testado usando programas de entre março e setembro de 2016.

Dentre as frases que a máquina foi capaz de legendar estavam sentenças bastante complexas, como “We know there will be hundreds of journalists here as well” (sabemos que haverá centenas de jornalistas aqui também) e “According to the latest figures from the Office of National Statistics” (de acordo com os números mais recentes do escritório de estatísticas nacionais).

Organizando os estudos

Um dos desafios da máquina – além de aprender a ler lábios – foi preparar o seu próprio material de estudo. Isso porque os arquivos de programas de TV disponíveis estavam com áudi e vídeo dessincronizados; em alguns casos, havia mais de um segundo de defasagem entre áudio e vídeo. Isso fazia com que fosse impossível para o sistema criar associações entre os sons e a posição dos labios das pessoas que apareciam na tela.

Para resolver esse problema, o sistema foi alimentado com algumas associações corretas entre sons e formatos de boca. Com essa informação, ele conseguiu sincronizar de novo o áudio e o vídeo das mais de 5000 horas de material de treino. Em seguida, ele “assistiu” novamente a esse materia para aprender novas relações entre sons e formatos de boca. Com o tempo, ele aprendeu a legendar frases da seguinte maneira:

Resultados

Com o fim de testar a eficiência do sistema, os pesquisadores da DeepMind e da Universidade de Oxford compararam o desempenho dele com o de um profissional em leitura labial. Os dois tiveram que decifrar 200 clipes selecionados aleatoriamente dos programas de teste. Enquanto o profissional conseguiu acertar 12,4% das palavras sem qualquer erro, a máquina acertou 46,8% delas.

Boa parte dos erros cometidos pela máquina, no entanto, eram pequenos (como não incluir um “s” no final de uma palavra que era plural) e de pouca relevância para o significado das frases. Com esse desempenho, a rede conseguiu superar até mesmo outros sistemas automatizados de leitura labial. Os pesquisadores disseram que pretendem liberar o material de treinamento da máquina para que ele possa ser usado para melhorar outros sistemas desse tipo.

Aplicações

Esse tipo de sistema pode ser usado para auxiliar pessoas com dificiências auditivas a entender o que está sendo falado em vídeos, filmes e programas de TV. A possibilidade de se gerar legendas automaticamente com base em imagens é bastate útil para serviços de streaming como o Youtube e o Vimeo, que recebem diariamente milhares de novas horas de conteúdo.

Também seria possível utilizar esse método para que assistentes virtuais de smartphone pudessem ser ativados pelos lábios, e não pela voz. Se a Siri fosse capaz de ler os seus lábios usando a sua câmera frontal, por exemplo, ela jamais precisaria ouvir a sua voz de novo. Isso seria bastante útil, pois permitiria que os assistentes virtuais fossem usados mesmo em espaços públicos, sem que a voz do usuário incomodasse ou causasse estranhamento às pessoas próximas.

No entanto, há também um risco associado ao uso malicioso dessa tecnologia. Isso porque basta que uma câmera ligada a esse sistema consiga ver o rosto de um usuário para que ela consiga entender o que ele está falando. Nesse caso, preocupações sobre sigilo de informações se tornariam ainda mais importantes.

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